O ataque ocorreu na noite de 4 de julho de 2025, quando um grupo de pessoas vestidas com roupas pretas e, em alguns casos, utilizando coletes balísticos, realizou uma ação coordenada contra o centro de detenção.
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Oito pessoas condenadas por ataque armado a centro de detenção do ICE recebem penas que somam 450 anos de prisão
Da Redação
A Justiça Federal dos Estados Unidos condenou oito pessoas envolvidas no ataque armado ao Prairieland ICE Detention Center, em Alvarado, no estado do Texas, a penas que, somadas, chegam a 450 anos de prisão. A sentença foi anunciada no dia 23 de junho e encerra um dos casos mais graves de violência contra uma instalação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) nos últimos anos.
O ataque ocorreu na noite de 4 de julho de 2025, quando um grupo de pessoas vestidas com roupas pretas e, em alguns casos, utilizando coletes balísticos, realizou uma ação coordenada contra o centro de detenção. De acordo com o Departamento de Justiça (DOJ), os suspeitos utilizaram fogos de artifício para distrair os agentes de segurança, depredaram veículos e uma guarita do complexo e, em seguida, abriram fogo contra policiais que responderam à ocorrência.
Durante o confronto, um policial do Departamento de Polícia de Alvarado foi atingido por um disparo no pescoço. Apesar da gravidade dos ferimentos, ele sobreviveu após receber atendimento médico.
Segundo a acusação, o grupo agiu de forma planejada com o objetivo de atacar uma instalação federal ligada às operações de imigração. Os promotores classificaram a ação como um ato de terrorismo doméstico, alegando que os envolvidos eram motivados por oposição às atividades do ICE. O Departamento de Justiça também afirmou que os réus mantinham vínculos com uma célula extremista associada ao movimento Antifa.
Os oito foram considerados culpados por crimes como conspiração, incêndio criminoso, uso de explosivos, porte e utilização de armas de fogo durante crimes violentos e agressão contra agentes federais.
O líder do grupo, Benjamin Hanil Song, recebeu a pena mais severa: 100 anos de prisão. Maricela Rueda foi condenada a 70 anos, enquanto os outros seis réus receberam penas que variam entre 30 e 50 anos de prisão.
A defesa dos condenados contestou a caracterização do caso como terrorismo doméstico e negou a existência de uma organização formal ligada à Antifa. Os advogados afirmam que os acusados pretendiam participar de um protesto em defesa dos imigrantes detidos e argumentam que as penas são desproporcionais. Recursos contra as condenações já foram anunciados.
O caso ganhou repercussão nacional por representar um dos ataques mais violentos já registrados contra uma instalação do ICE e por resultar em algumas das penas mais longas impostas em processos relacionados a crimes contra agentes federais e instalações do governo dos Estados Unidos.
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