Ainda assim, pais seguem apreensivos. “Isso me deixa com o sangue fervendo. É desumano e está afetando famílias inteiras”, disse Maggie Galindo, mãe de uma aluna com necessidades especiais.
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Pais denunciam detenção equivocada de adolescente por agentes de imigração em Los Angeles
Pais de alunos do Distrito Escolar Unificado de Los Angeles (LAUSD) manifestaram indignação após um adolescente ter sido detido por engano por agentes federais de imigração na frente da Arleta High School, na última segunda-feira (11). O caso gerou preocupação com a segurança dos estudantes no retorno às aulas.
O jovem, de 15 anos, que segundo autoridades escolares possui deficiências significativas, foi supostamente retirado de um carro e algemado por agentes do Departamento de Segurança Interna (DHS), enquanto sua irmã realizava matrícula na escola. Testemunhas relataram que veículos SUV sem identificação cercaram o carro antes de os agentes puxarem o adolescente e colocarem as algemas.
O estudante — matriculado na San Fernando High School — estava no local apenas acompanhando a irmã. Sua cidadania e situação migratória não foram divulgadas. A mãe contou que os agentes mostraram uma foto de um suspeito parecido com seu filho e, mesmo após negar que fosse ele, a liberação só ocorreu minutos depois. Segundo ela, não houve pedido de desculpas; os agentes teriam dito para “olhar pelo lado positivo” e que o menino teria “uma história para contar na volta às aulas”.
Em nota, a U.S. Customs and Border Protection (CBP) negou que tenha “mirado” a escola e afirmou que a operação visava prender Cristian Alexander Vasquez-Alvarenga, cidadão salvadorenho e suspeito de ligação com a gangue MS-13.
O superintendente do LAUSD, Alberto Carvalho, classificou a detenção como “repreensível e inaceitável”, alertando que episódios assim traumatizam comunidades imigrantes e não podem se repetir. O distrito anunciou medidas para reforçar a segurança nas escolas, incluindo protocolos de resposta rápida em caso de operações de imigração próximas a unidades escolares.
Ainda assim, pais seguem apreensivos. “Isso me deixa com o sangue fervendo. É desumano e está afetando famílias inteiras”, disse Maggie Galindo, mãe de uma aluna com necessidades especiais.




