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Revista Brazilian Times # 86
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Procurador do ICE ligado a mensagens racistas volta a atuar em tribunal de imigração nos EUA

Um procurador do Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês), associado a publicações de teor supremacista branco e abertamente racista nas redes sociais, voltou a atuar em tribunais de imigração, mesmo após o caso ter gerado repercussão nacional e pedidos formais de investigação no Congresso americano.

Um procurador do Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês), associado a publicações de teor supremacista branco e abertamente racista nas redes sociais, voltou a atuar em tribunais de imigração, mesmo após o caso ter gerado repercussão nacional e pedidos formais de investigação no Congresso americano.

James “Jim” Rodden, advogado do ICE em Dallas, foi identificado por uma investigação jornalística como o responsável pela conta @GlomarResponder, na plataforma X (antigo Twitter). O perfil publicou mensagens elogiando Adolf Hitler, atacando imigrantes e defendendo ideias racistas. Entre as declarações atribuídas à conta está a afirmação de que “todas as pessoas negras são estrangeiras”, uma frase considerada explicitamente racista e xenófoba.

Após a divulgação do caso, Rodden chegou a ser retirado temporariamente das audiências de imigração. Parlamentares democratas solicitaram que o ICE e o Departamento de Segurança Interna (DHS) investigassem a conduta do procurador, levantando preocupações sobre ética, imparcialidade e possível violação de dever funcional. No entanto, até o momento, nenhum resultado oficial da investigação foi tornado público.

Apesar da gravidade das acusações, Rodden foi visto novamente no exercício de suas funções. Em 13 de janeiro de 2026, ele foi identificado atuando como representante do governo federal na mesa da acusação em um tribunal de imigração, reassumindo um papel decisivo em processos que podem resultar na deportação de imigrantes.

O retorno do procurador às audiências reacendeu críticas de organizações de direitos civis e defensores de imigrantes, que questionam como um agente do Estado associado a discursos de ódio pode continuar a representar o governo em julgamentos que exigem neutralidade, respeito aos direitos humanos e aplicação justa da lei.

O caso levanta dúvidas sobre os mecanismos internos de controle do ICE e do DHS, além de aprofundar o debate sobre tolerância institucional a discursos extremistas dentro de órgãos responsáveis pela aplicação das leis migratórias nos Estados Unidos.

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