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Revista Brazilian Times # 83
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Sobrinha de general iraniano morto é detida pelo ICE após ostentar vida de luxo nos EUA

A sobrinha do general iraniano Qasem Soleimani, morto em 2020, foi presa junto com a filha por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), conforme informou o Departamento de Estado neste sábado.

A sobrinha do general iraniano Qasem Soleimani, morto em 2020, foi presa junto com a filha por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), conforme informou o Departamento de Estado neste sábado.

Identificada como Hamideh Soleimani Afshar, ela vivia em Los Angeles e costumava compartilhar nas redes sociais um estilo de vida sofisticado, ao mesmo tempo em que fazia críticas aos Estados Unidos. Sua filha, Sarinasadat Hosseiny, também foi detida. As duas tiveram seus green cards revogados por supostas conexões com o regime iraniano.

De acordo com autoridades americanas, Afshar utilizava suas plataformas digitais para divulgar mensagens alinhadas ao governo do Irã, além de demonstrar apoio a ações contra interesses dos EUA no Oriente Médio e à Guarda Revolucionária Iraniana, classificada pelos Estados Unidos como organização terrorista.

Ela entrou no país em 2015 com visto de turista, obteve asilo em 2019 e conseguiu residência permanente em 2021, durante a administração de Joe Biden. Mesmo após conquistar o green card, realizou diversas viagens ao Irã, segundo o Departamento de Segurança Interna.

Já Hosseiny chegou aos Estados Unidos no mesmo ano, com visto de estudante, e tornou-se residente permanente em 2023.

Autoridades reforçaram que a residência permanente é um benefício que pode ser retirado caso haja indícios de ameaça à segurança nacional.

O governo também chamou atenção para o padrão de vida elevado mantido por Afshar na Califórnia, frequentemente exibido em uma conta no Instagram que já foi removida.

O marido de Afshar, cujo nome não foi divulgado, também está impedido de entrar nos Estados Unidos.

O secretário de Estado Marco Rubio comentou o caso e afirmou que o país não deve abrigar estrangeiros que apoiem regimes considerados hostis aos interesses americanos.

Em um episódio relacionado, o Departamento de Estado também revogou recentemente o status legal de Fatemeh Ardeshir-Larjiani, filha do político iraniano Ali Larijani.

Qasem Soleimani, figura central das forças iranianas, foi morto em um ataque de drone autorizado pelo então presidente Donald Trump, nas proximidades do aeroporto de Bagdá, no Iraque.

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