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Mensagens, expulsões e nova investigação: caso de estudante abala cornell

A divulgação de mensagens entre uma estudante identificada como Jane Doe e um dos sete integrantes de uma fraternidade que ela acusa de abuso sexual colocou o caso da Universidade Cornell novamente no centro de uma…

Publicado em 10/09/26
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Mensagens, expulsões e nova investigação: caso de estudante abala cornell

A divulgação de mensagens entre uma estudante identificada como Jane Doe e um dos sete integrantes de uma fraternidade que ela acusa de abuso sexual colocou o caso da Universidade Cornell novamente no centro de uma disputa: como interpretar declarações feitas logo após um episódio que, posteriormente, ela denunciou como não consensual?

Segundo reportagem do New York Post, com capturas de tela obtidas pelo TMZ, a estudante enviou mensagens a Jonathan Newell no dia seguinte ao encontro, ocorrido em outubro de 2024 na sede da fraternidade Chi Phi. Nas conversas, afirmou que não deveriam sentir vergonha e escreveu: “Nosso corpo, nossa escolha”.

O advogado da estudante, Thomas Giuffra, contesta a interpretação de que essas mensagens invalidariam a denúncia. Segundo ele, as declarações faziam parte de um processo de negação, vergonha e compreensão do que havia acontecido.

As mensagens mudaram de tom nas semanas seguintes. Em 3 de novembro, Doe escreveu a Newell que “90% do que aconteceu naquela noite não foi consensual”. Ela afirmou que o consumo de álcool e cetamina a deixou incapacitada e sem condições de resistir à entrada de outras pessoas no quarto.

Nas conversas divulgadas, Newell pediu desculpas pelo episódio e disse que ele e Matthew Ingalls estavam alterados demais para impedir que a situação saísse do controle. Também afirmou não se lembrar de determinados acontecimentos e que teria interrompido a entrada dos demais se estivesse consciente da situação.

Punição na universidade, mas sem acusação criminal inicial

Uma investigação interna de Cornell considerou Newell e Ingalls responsáveis por abuso sexual, resultando na expulsão dos dois. Outros envolvidos receberam suspensões ou medidas disciplinares mais leves, conforme a reportagem.

Já a Promotoria do Condado de Tompkins inicialmente decidiu não apresentar acusações criminais. Segundo o relato publicado, os promotores citaram um depoimento fornecido pela polícia do campus que, na avaliação deles, não incluía uma acusação de estupro e indicava consumo voluntário de álcool e drogas.

Essa decisão inicial, porém, não encerrou a disputa. Em setembro, a estudante apresentou uma ação judicial contra os sete integrantes da fraternidade. O processo também menciona supostas mensagens em grupo que teriam incentivado outros participantes a entrar no quarto.

Conversas não encerram a controvérsia

Segundo a reportagem, os promotores passaram a investigar novamente o caso após sua repercussão pública.

O contraste entre as mensagens iniciais, a denúncia posterior e as conclusões da universidade mantém o episódio sob questionamento. A questão central é determinar se a estudante tinha condições de consentir e o que ocorreu com a entrada de outros participantes — pontos que permanecem em disputa.

Fonte: Da redação

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