O Departamento de Segurança Interna (DHS) também se manifestou: “Todas as mortes sob custódia são trágicas, levadas a sério e devidamente investigadas pelas autoridades competentes.”
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Imigrante comete suicídio em centro de detenção do ICE na Pensilvânia
Chaofeng Ge, um cidadão chinês de 32 anos sob custódia do Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês), foi encontrado morto na manhã de terça-feira (5), no Moshannon Valley Processing Center, em Philipsburg, na Pensilvânia. Segundo as autoridades, ele foi encontrado enforcado no banheiro do centro de detenção.
De acordo com informações divulgadas pelo ICE, agentes encontraram o detento inconsciente, com indícios de enforcamento, e imediatamente iniciaram os procedimentos de reanimação cardiopulmonar (CPR), além de acionarem os serviços de emergência e o gabinete do legista. O óbito foi confirmado por volta das 6h da manhã pelo legista do condado de Clearfield.
A Polícia Estadual da Pensilvânia informou que Ge deixou uma carta escrita à mão e que não há indícios de crime envolvendo terceiros. O caso foi oficialmente registrado como suicídio.
Ge havia sido detido apenas cinco dias antes, enquanto aguardava uma audiência no Escritório Executivo para Revisão de Imigração, do Departamento de Justiça. Ele foi preso inicialmente em janeiro, após uma denúncia de fraude em um CVS, onde tentou comprar cartões-presente com cartões de crédito roubados. A polícia encontrou em seu celular diversos números de cartões furtados. Ele respondeu por uso criminoso de dispositivo de comunicação, fraude com dispositivo de acesso e uso ilegal de computador.
No dia 31 de julho, Ge se declarou culpado e foi condenado a uma pena entre 6 a 12 meses de prisão por cada acusação, com liberação imediata para a custódia do ICE, que havia emitido um pedido de detenção imigratória contra ele logo após sua prisão.
Em nota oficial, o ICE afirmou: “Permanecemos comprometidos em garantir que todas as pessoas sob nossa custódia residam em ambientes seguros, protegidos e humanos. Todos os detentos passam por triagem médica, odontológica e de saúde mental nas primeiras 12 horas após a chegada, além de avaliações completas de saúde em até 14 dias.”
O Departamento de Segurança Interna (DHS) também se manifestou: “Todas as mortes sob custódia são trágicas, levadas a sério e devidamente investigadas pelas autoridades competentes.”




