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Edição MA 4378

Última Edição #4378

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 84
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Coluna Debora Corsi: Suporte às Críticas

A palavra crítica costuma soar desagradável. Sempre que ela aparece, muitos já se preparam para um veredito — positivo ou negativo. No cinema, por exemplo, lemos os críticos para saber se o filme da temporada compensa o ingresso. Mas quando a crítica se volta para algo que nós mesmos criamos, o impacto é bem diferente: há quem desista de um sonho apenas por ter sido criticado.

A palavra crítica costuma soar desagradável. Sempre que ela aparece, muitos já se preparam para um veredito — positivo ou negativo. No cinema, por exemplo, lemos os críticos para saber se o filme da temporada compensa o ingresso. Mas quando a crítica se volta para algo que nós mesmos criamos, o impacto é bem diferente: há quem desista de um sonho apenas por ter sido criticado.

As redes sociais são terreno fértil para isso. Lá, surgem os chamados haters, pessoas que buscam diminuir o brilho dos outros. Entretanto, há também o que alguns chamam de “crítica sincera”. No entanto, a crítica raramente constrói; quase sempre destrói um argumento, uma esperança, um entusiasmo. E faz muita gente duvidar do próprio valor.

Costuma-se dizer: “não recebo críticas de quem nunca construiu nada”. Mas será que realmente compensa dar tanto peso às críticas, mesmo quando vêm de quem já realizou muito? Talvez o termo sugestão soe melhor — é mais leve, menos ofensivo e abre espaço para o crescimento.

Antes de desistir por causa de um comentário, pense em quanto você lutou para chegar até aqui. Aprimore, melhore, refaça, mas não pare. Não permita que alguém determine que o seu esforço “não tem valor” ou que “você não é capaz”. Esse tipo de crítica não ajuda — apenas tenta frear quem está em movimento.

Reflita: por que você desistiu de algo que julgava pequeno, enquanto outros começaram exatamente do ponto onde você parou e hoje estão no topo? Talvez porque eles aprenderam a fechar os ouvidos para as vozes que tentam desmotivar. Se você parar para escutar todas as opiniões que vêm da direita e da esquerda, não dará dois passos à frente.

Mesmo que erre, siga corrigindo no caminho. Cresça ao invés de descer ao nível de quem não quer ver você avançar.

Deixo um exercício:

Pegue uma folha e desenhe três colunas. Na primeira, escreva o nome da sua tataravó; na segunda, o da sua bisavó; na terceira, o da sua avó.
Embaixo de cada nome, anote os filhos que elas tiveram. Depois, registre o prato preferido de cada uma.

Conseguiu preencher tudo? Provavelmente travou em algum ponto, talvez na tataravó.

Isso mostra o quanto a memória se apaga rápido — três gerações bastam para que nomes e histórias se percam. Então, será que faz sentido dar tanta importância às críticas?

Faça história. Deixe marcas. Porque o que permanece não é o que os críticos disseram,
mas o que você construiu.

Lembre-se: daqui a cem anos, o seu nome, suas pequenas alegrias e até os momentos mais especiais poderão desaparecer das lembranças, e nem sequer serão citados nas reuniões dos seus netos e bisnetos.

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