Alma Bowman foi detida durante comparecimento de rotina ao ICE; caso levanta questionamentos sobre cidadania, devido processo legal e tratamento de pessoas com deficiência.
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Filha de veterano da Marinha dos EUA ficou oito meses detida pelo ICE
Da redação
O caso de Alma Bowman, filha de um veterano da Marinha dos Estados Unidos, reacendeu críticas ao sistema de imigração norte-americano após a mulher ter sido detida pelo Departamento de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) por cerca de oito meses, apesar de alegações de que ela possui direito à cidadania americana. Segundo seus advogados, Bowman foi presa de forma abrupta durante um comparecimento administrativo e sofreu tratamento abusivo no momento da detenção, incluindo dificuldades de acessibilidade relacionadas ao uso de cadeira de rodas.
Alma Bowman, de 58 anos, vive nos Estados Unidos desde a infância. Ela nasceu nas Filipinas enquanto seu pai, cidadão norte-americano, servia na Marinha dos EUA. De acordo com sua equipe jurídica, a legislação vigente à época de seu nascimento garantiria a ela cidadania americana por derivação, argumento que fundamenta a contestação do processo de deportação iniciado pelo governo.
A prisão ocorreu em março de 2025, quando Bowman compareceu a um agendamento de rotina no escritório do ICE em Atlanta, acompanhada de familiares e advogados. Conforme relato da defesa, ela foi separada de seu advogado dentro do prédio, informada de que passaria por um procedimento administrativo e, em seguida, detida no local.
Durante a abordagem, familiares e apoiadores afirmam que agentes do ICE agiram de forma agressiva, chegando a colidir a cadeira de rodas de Bowman contra uma parede. As denúncias de abuso físico e falta de acessibilidade ainda não foram oficialmente esclarecidas pelas autoridades.
Após a prisão, Bowman foi transferida para o Stewart Detention Center, no estado da Geórgia, onde permaneceu detida por aproximadamente oito meses enquanto sua situação migratória era analisada.
=Advogados afirmam que a detenção violou princípios básicos do devido processo legal, uma vez que o ICE teria ignorado evidências substanciais de cidadania e mantido Bowman sob custódia mesmo diante de sua condição de saúde e deficiência física. Organizações de direitos civis destacam que as próprias diretrizes da agência recomendam cautela extrema em casos que envolvem possíveis cidadãos americanos.
O ICE, por sua vez, sustenta que o caso envolve uma disputa legal complexa e que os procedimentos adotados seguiram os protocolos vigentes. A agência não comentou especificamente as acusações de uso excessivo de força ou de violação de direitos durante a detenção.
Em novembro de 2025, Alma Bowman foi libertada da custódia imigratória, mas o processo judicial que busca o reconhecimento formal de sua cidadania segue em andamento. O caso passou a ser citado por advogados e ativistas como exemplo das falhas estruturais no sistema de imigração dos EUA, especialmente no tratamento de pessoas com deficiência, residentes de longa data e descendentes de veteranos militares.
Especialistas alertam que episódios como esse expõem riscos de detenções indevidas, além de aprofundarem o debate sobre transparência, responsabilidade institucional e respeito aos direitos humanos dentro do sistema migratório norte-americano.
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