O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado que forças americanas realizaram uma ofensiva de grande proporção contra a Venezuela, resultando, segundo ele, na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
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Trump anuncia ofensiva contra a Venezuela e afirma ter detido Nicolás Maduro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado que forças americanas realizaram uma ofensiva de grande proporção contra a Venezuela, resultando, segundo ele, na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
A informação foi divulgada pelo próprio Trump em uma publicação na rede Truth Social. No texto, o republicano afirmou que a operação foi bem-sucedida e conduzida “em conformidade com a lei americana”. Ele também anunciou que concederia uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago nas próximas horas para detalhar a ação.
Caso confirmada, a iniciativa representa a mais contundente intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989, quando o ditador Manuel Noriega foi deposto.
Relatos vindos da Venezuela indicam que, durante a madrugada, moradores de Caracas e de outras regiões ouviram explosões e observaram a movimentação de helicópteros, em meio a bombardeios contra alvos considerados estratégicos. A televisão estatal venezuelana informou que ataques teriam atingido ao menos quatro áreas: Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira.
De acordo com um funcionário do governo americano, Maduro teria sido detido por tropas de elite das forças especiais dos EUA. A emissora CBS News apontou a unidade Delta Force como responsável pela operação.
Reação do governo venezuelano
Em resposta, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou em mensagem transmitida pela TV estatal que o governo desconhece o paradeiro de Nicolás Maduro e de Cilia Flores. Ela exigiu “provas imediatas de vida” do casal.
Rodríguez responsabilizou os Estados Unidos pela segurança física dos dois e classificou o episódio como uma grave violação da soberania venezuelana. Segundo ela, o governo de Caracas continuará cobrando explicações em instâncias e organismos internacionais.




