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Edição MA 4369

Última Edição #4369

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 83
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Coluna Debora Corsi: A Virada do Ano e a Coragem de Recomeçar

O ano de 2026 chega carregado de expectativas. Para alguns, a virada acontece à beira-mar, entre ondas simbólicas, uvas e lentilhas. Para outros, nas igrejas, em oração silenciosa, ou em casa, de forma simples e introspectiva. Há ainda quem questione o sentido da celebração e a reduza a uma mera troca de calendário, encarando a data como um dia qualquer.

O ano de 2026 chega carregado de expectativas. Para alguns, a virada acontece à beira-mar, entre ondas simbólicas, uvas e lentilhas. Para outros, nas igrejas, em oração silenciosa, ou em casa, de forma simples e introspectiva. Há ainda quem questione o sentido da celebração e a reduza a uma mera troca de calendário, encarando a data como um dia qualquer.

Independentemente das tradições ou da ausência delas, o início de um novo ano nos convida a algo maior: refletir sobre o recomeço. O calendário marca esse movimento com precisão. O dia 31 de dezembro se encerra e, quase como um acordo coletivo, o 1º de janeiro surge como a possibilidade simbólica de começar de novo.

É evidente que fracassos, frustrações e decisões mal resolvidas não desaparecem por mágica com a virada do relógio. O passado não se apaga automaticamente. No entanto, o que não pode acontecer é permanecer preso aos sentimentos de derrota. O novo ano carrega as consequências do que foi feito antes, mas também oferece a oportunidade de correção de rota.

O ano de 2026 se inicia em meio a incertezas. O cenário econômico instável, os conflitos armados, a polarização política e o medo constante da sobrevivência em um mundo cada vez mais intolerante fazem parte das preocupações coletivas. Perguntas se multiplicam: o emprego virá? A economia vai reagir? A bolsa sobe ou desce? Permanecerei no país? Haverá esperança para os imigrantes? São dúvidas legítimas, presentes na vida de milhões de pessoas.

Diante desse cenário, talvez seja oportuno resgatar um conselho dado há mais de dois mil anos: viver um dia de cada vez. Cada dia já traz seus próprios desafios. A ansiedade excessiva em relação ao futuro pode adoecer, enquanto permanecer preso ao passado limita a visão de novas possibilidades. O presente, afinal, é o único tempo realmente disponível.

Planejar o futuro é necessário, mas não se deve confundir planejamento com preocupação. Planejar é como plantar uma árvore: coloca-se a semente na terra, rega-se, cuida-se e respeita-se o tempo do crescimento. Preocupar-se em excesso, por outro lado, é como desenterrar a semente poucas horas depois para verificar se já brotou. Nenhuma semente floresce sob vigilância ansiosa.

Planeje os próximos doze meses, organize seus passos e estabeleça metas. Mas não transforme o amanhã em um peso diário. O ano muda, mas as ideias e as atitudes também precisam mudar. O novo só se estabelece quando deixamos de olhar para os outros e compreendemos que a caminhada de mais 365 dias começa dentro de nós, lembrando sempre que a paz começa conosco.

Deixe em 2025 aquilo que não pode ser alterado. Não carregue para o novo ano problemas cuja solução já não depende de você. O novo exige espaço. O velho, quando não serve mais, precisa ficar para trás.

Viver bem é viver o presente. Que 2026 seja um ano de consciência, equilíbrio e renovação.

Feliz Ano-Novo!

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