Tom Homan, conhecido como o “czar da fronteira” do governo Trump, pediu publicamente que líderes e ativistas liberais reduzam o tom das declarações contra agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), após a morte da ativista Renee Nicole Good.
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Tom Homan pede redução do tom contra o ICE após morte de ativista em Minneapolis
Tom Homan, conhecido como o “czar da fronteira” do governo Trump, pediu publicamente que líderes e ativistas liberais reduzam o tom das declarações contra agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), após a morte da ativista Renee Nicole Good.
Em participação no podcast do Dr. Phil McGraw, na sexta-feira, Homan saiu em defesa da agência federal depois que o agente Jonathan Ross atirou contra Good, de 37 anos, durante um confronto acalorado em um protesto em Minneapolis. De acordo com informações oficiais, a mulher teria avançado com seu veículo em direção ao agente.
O caso provocou forte reação de democratas e autoridades locais, que classificaram o episódio como um “assassinato”. Homan, no entanto, pediu que o clima de tensão fosse reduzido. “É preciso dar um passo atrás e parar de inflamar ainda mais a situação. Acredito que esse tipo de discurso pode levar a mais mortes”, afirmou.
Ele relatou experiências pessoais para reforçar o apelo. “Ao longo da minha carreira, vi colegas serem enterrados. Nada é mais doloroso do que entregar uma bandeira dobrada a uma família enlutada. Não quero que mais ninguém morra — ninguém”, disse.
Homan também defendeu que a investigação sobre o ocorrido siga seu curso antes que haja acusações precipitadas, ressaltando que o agente envolvido teme por sua segurança e pela de seus familiares. Segundo ele, agentes de imigração têm sido alvo de um número crescente de ameaças de morte.
“O nosso trabalho não é matar ninguém, nem mesmo os criminosos mais perigosos”, declarou. “Por isso, peço que diminuam essa retórica. Quanto mais se compara o ICE a assassinos ou a uma polícia secreta, maior é o risco de novos episódios de violência.”
Desde o tiroteio, manifestações têm ocorrido diariamente em Minneapolis. Em uma delas, na sexta-feira à noite, manifestantes se dirigiram a um hotel onde acreditavam que agentes federais estariam hospedados, levando a polícia local a declarar reunião ilegal para conter a situação.
Apesar dos protestos, Homan afirmou que as operações federais não serão interrompidas. Pelo contrário, segundo ele, o governo pretende reforçar as ações na cidade, alegando que a região se mostrou ainda mais perigosa do que o esperado.
Após o episódio, o Departamento de Segurança Interna (DHS) divulgou dados indicando um aumento expressivo em ataques com veículos contra agentes do ICE, com um salto de cerca de 3.200% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Autoridades federais atribuem esse crescimento ao que chamam de discurso radical de políticos de cidades-santuário.
Além disso, agentes relataram um aumento de 1.347% nas agressões físicas e uma elevação de aproximadamente 8.000% nas ameaças de morte durante o primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump.




