O processo criminal contra Vasquez-Ramirez segue em andamento na Justiça estadual de Nova York, enquanto as autoridades federais se preparam para assumir sua custódia migratória.
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ICE emite detenção contra imigrante indocumentado acusado de matar taxista em Nova York
O Departamento de Imigração dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) emitiu uma ordem de detenção (detainer) contra Santos Paulino Vasquez-Ramirez, imigrante indocumentado acusado de homicídio e roubo pela morte de um taxista em Brewster, no estado de Nova York. O anúncio foi feito no sábado, dia 10, pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, sigla em inglês).
De acordo com as autoridades, o imigrante, natural da Guatemala, é suspeito de estrangular até a morte o motorista de táxi Aurelio Zhunio-Orbez durante uma discussão relacionada ao pagamento da corrida, no dia 1º de dezembro. O corpo da vítima foi localizado seis dias depois, em 7 de dezembro, boiando em um reservatório da região.
Em nota oficial, a secretária-assistente do DHS, Tricia McLaughlin, afirmou que o acusado não deveria estar no país e que sua permanência resultou em uma tragédia. Segundo o DHS, Vasquez-Ramirez entrou ilegalmente nos Estados Unidos em 2013 e posteriormente foi liberado no país. Em 2016, um juiz de imigração emitiu uma ordem final de remoção, que não foi cumprida.
Ainda segundo McLaughlin, o ICE solicitou formalmente às autoridades locais que mantenham o acusado sob custódia até sua transferência para o sistema federal. A medida tem como objetivo garantir que ele não retorne às comunidades americanas.
O caso voltou a alimentar o debate nacional sobre imigração e segurança pública. Em sua declaração, McLaughlin criticou políticas migratórias anteriores e afirmou que, sob o governo do presidente em exercício Donald Trump, o ICE tem priorizado a prisão de imigrantes envolvidos em crimes graves, classificados pela agência como “os piores dos piores”.
O DHS também divulgou um relatório anual informando que mais de 2,5 milhões de imigrantes indocumentados deixaram os Estados Unidos desde o retorno de Trump à Casa Branca. Desse total, cerca de 1,9 milhão teriam se auto-deportado, enquanto mais de 622 mil foram removidos de forma compulsória, números que o governo atribui ao que chama de “a fronteira mais segura da história do país”.
O processo criminal contra Vasquez-Ramirez segue em andamento na Justiça estadual de Nova York, enquanto as autoridades federais se preparam para assumir sua custódia migratória.
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