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Revista Brazilian Times # 83
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Comandante da Patrulha de Fronteira dos EUA perde o cargo após morte de enfermeiro em Minneapolis

Bovino estava à frente da equipe de agentes enviada pelo governo federal ao estado de Minnesota como parte da operação conhecida como Operation Metro Surge, um esforço de fiscalização migratória lançado em dezembro de 2025 que mobilizou milhares de agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement) e da Border Patrol.

Da redação

O comandante da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, Gregory Bovino, deixará o posto de “comandante em missão especial” em Minneapolis, onde liderava operações federais de imigração altamente controversas, segundo fontes ouvidas pela Associated Press e reportagens internacionais divulgadas nesta segunda-feira (26).

Bovino estava à frente da equipe de agentes enviada pelo governo federal ao estado de Minnesota como parte da operação conhecida como Operation Metro Surge, um esforço de fiscalização migratória lançado em dezembro de 2025 que mobilizou milhares de agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement) e da Border Patrol. Essa operação já resultou em mais de 3 000 detenções e é descrita pelas autoridades como uma das maiores ações de imigração em território urbano dos últimos anos.

A decisão de realocar o comandante ocorre em meio a um clima de forte indignação pública e política após uma série de incidentes violentos que envolveram agentes federais e civis em Minneapolis. No último sábado (24), o enfermeiro norte-americano Alex Pretti, de 37 anos, foi morto a tiros por agentes da Patrulha de Fronteira durante a operação, em um episódio que gerou protestos e amplas críticas. Vídeos verificados por grandes veículos internacionais mostram Pretti filmando agentes com um telefone celular momentos antes do confronto, o que contradiz versões iniciais das autoridades federais de que ele teria se aproximado armado.

O tiroteio de Pretti se soma à morte anterior da cidadã americana Renée Good, também em janeiro, na mesma cidade, durante uma ação de fiscalização, amplificando o debate sobre uso de força e sobre a atuação das autoridades federais em áreas urbanas.

Fontes próximas à operação disseram à AP que Bovino e alguns agentes devem deixar Minneapolis já no início da semana, enquanto o governo federal reconfigura a liderança da ação, com o chamado “border czar”, Tom Homan, assumindo maior responsabilidade pelas ações do ICE no estado.

Nos últimos dias, o comandante tinha defendido publicamente as ações de seus agentes, afirmando que as operações são “legais, direcionadas e focadas em indivíduos que representam uma séria ameaça à comunidade”.

A realocação de Bovino é vista por analistas como um gesto político em meio à crescente pressão de autoridades locais, organizações de direitos civis e legisladores democratas no Congresso dos EUA, que exigem explicações sobre os métodos e resultados das ações federais. Até o momento, o Departamento de Segurança Interna não divulgou um comunicado oficial explicando os motivos da mudança de comando.

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