De acordo com os organizadores, os atos começaram por volta das 11h30, com a distribuição de panfletos, apresentações musicais simbólicas — descritas como “hinos de término” — e discursos direcionados ao público consumidor. A
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Ativistas climáticos protestam em bancos de Massachusetts e arriscam prisão durante ações coordenadas
Da redação
Integrantes do movimento internacional de justiça climática Extinction Rebellion (XR) realizaram, na manhã de sábado (14), uma série de protestos simultâneos em agências bancárias de Massachusetts, nos Estados Unidos, em ações que incluíram risco de prisão e interrupção de atividades comerciais. As manifestações ocorreram em unidades do Bank of America, em Cambridge, e do Chase Bank, no bairro de Jamaica Plain, em Boston.
De acordo com os organizadores, os atos começaram por volta das 11h30, com a distribuição de panfletos, apresentações musicais simbólicas — descritas como “hinos de término” — e discursos direcionados ao público consumidor. A campanha convida clientes a “romperem” com instituições financeiras que, segundo o grupo, financiam atividades consideradas prejudiciais ao meio ambiente e aos direitos humanos.
No protesto realizado em Cambridge, manifestantes elevaram o nível da ação e passaram a arriscar prisão ao pichar palavras de ordem e imagens nas instalações do banco, baseadas nos discursos apresentados durante o ato. Até o momento da divulgação do comunicado do movimento, havia expectativa de detenções iminentes no local.
O Extinction Rebellion Boston ganhou projeção nacional em 2024 após interromper voos de jatos privados no Hanscom Field, em protesto contra a proposta de expansão do aeroporto. O grupo também mantém, há quase três anos, uma vigília contínua em frente ao Capitólio estadual, criticando o que classifica como negligência do governo de Massachusetts em relação às mudanças climáticas.
Entre as principais demandas apresentadas pelos ativistas está a descontinuação de investimentos bancários em combustíveis fósseis. Segundo o movimento, dados de 2024 apontam o Chase Bank como o maior financiador global do setor, seguido pelo Bank of America.
Os manifestantes também pedem que as instituições financeiras rompam vínculos com empresas ligadas ao sistema prisional privado dos Estados Unidos, como Geo Group e CoreCivic, responsáveis pela operação de grande parte dos centros de detenção de imigrantes utilizados pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega).
Outro ponto levantado durante os atos envolve críticas ao financiamento de operações militares israelenses. O grupo afirma que bancos norte-americanos estariam contribuindo financeiramente com a compra de títulos de guerra e outras formas de apoio econômico relacionadas ao conflito em Gaza — alegações que fazem parte da pauta política defendida pelo movimento.
Os protestos também foram contextualizados por relatórios climáticos internacionais. Ativistas citaram o Emissions Gap Report, estudo anual que avalia o compromisso dos países na redução de gases de efeito estufa. Segundo o relatório, o planeta pode enfrentar um aumento de temperatura entre 2,5 °C e 2,9 °C acima dos níveis pré-industriais caso não haja reduções drásticas nas emissões — cenário que cientistas associam a impactos severos, como elevação do nível do mar, colapso de ecossistemas e crises humanitárias.
As ações foram organizadas por membros locais do XR Boston, com porta-vozes designados para cada localidade. Em Cambridge, o contato foi Bair Klos, enquanto Miranda Dotson representou a mobilização em Jamaica Plain. A coordenação de mídia ficou a cargo de Jamie McGonagill, responsável pela comunicação regional do movimento.
Até o fechamento deste texto, não havia confirmação oficial das autoridades sobre o número de prisões ou possíveis acusações relacionadas aos protestos.
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