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Revista Brazilian Times # 83
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Imigrante hondurenho é acusado de matar sobrinho de 3 anos na Flórida e ICE emite ordem de detenção

Um cidadão hondurenho de 28 anos foi acusado de causar a morte do próprio sobrinho, uma criança de 3 anos que era cidadã dos Estados Unidos, em um caso que chocou autoridades no condado de Escambia, na Flórida. O crime teria ocorrido no dia 4 de março e está sendo investigado como homicídio culposo agravado.

Um cidadão hondurenho de 28 anos foi acusado de causar a morte do próprio sobrinho, uma criança de 3 anos que era cidadã dos Estados Unidos, em um caso que chocou autoridades no condado de Escambia, na Flórida. O crime teria ocorrido no dia 4 de março e está sendo investigado como homicídio culposo agravado.

O suspeito, identificado como Samuel Antonio Maldonado-Erazo, foi preso pelas autoridades locais após a morte da criança. No dia seguinte à prisão, o Departamento de Imigração (ICE, sigla em inglês) emitiu uma ordem de retenção imigratório, solicitando que a agência seja avisada antes de qualquer eventual liberação do acusado.

De acordo com o xerife do condado de Escambia, Chip Simmons, o menino apresentava sinais de agressões extremamente violentas. A investigação aponta que a criança sofreu ao menos 17 golpes na cabeça, além de múltiplos hematomas pelo corpo, queimaduras consideradas intencionais, clavícula quebrada, pâncreas seccionado por trauma contundente e diversas costelas fraturadas — uma delas totalmente separada da coluna. As autoridades afirmam que os ferimentos indicam um quadro de abuso contínuo.

Segundo os investigadores, Maldonado-Erazo teria levado o menino ao trabalho e ignorado sinais claros de que a criança estava em grave sofrimento. A vítima acabou sendo levada ao hospital após uma ligação para o serviço de emergência relatar que o garoto estava em parada cardíaca, mas não resistiu.

As autoridades federais informaram que o suspeito entrou ilegalmente nos Estados Unidos em agosto de 2021 e foi imediatamente removido do país. No entanto, ele teria retornado de forma irregular em novembro do mesmo ano — o que configura crime federal — e acabou sendo liberado sob políticas migratórias conhecidas como “catch and release”. Em maio de 2023, um juiz de imigração emitiu uma ordem final de deportação contra ele.

O caso gerou forte reação de autoridades federais. A subsecretária assistente do Departamento de Segurança Interna, Lauren Bis, classificou o crime como “repugnante” e afirmou que o episódio reforça a necessidade de cooperação entre autoridades locais e o ICE para remover criminosos considerados perigosos das comunidades americanas.

O caso segue em investigação e Maldonado-Erazo permanece sob custódia enquanto responde às acusações relacionadas à morte da criança.

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