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Revista Brazilian Times # 83
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Onze imigrantes morreram sob custódia do ICE nos EUA entre janeiro e o início de março de 2026

Pelo menos 11 imigrantes morreram enquanto estavam sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) entre janeiro e o início de março de 2026, de acordo com dados divulgados pela própria agência. Em 2025, foram registradas 31 mortes em centros de detenção, o maior número em mais de 20 anos.

Pelo menos 11 imigrantes morreram enquanto estavam sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) entre janeiro e o início de março de 2026, de acordo com dados divulgados pela própria agência. Em 2025, foram registradas 31 mortes em centros de detenção, o maior número em mais de 20 anos.

Veja alguns dos casos registrados:

Emanuel Cleeford Damas, cidadão haitiano, morreu em 2 de março em um hospital em Scottsdale, Arizona. Segundo o ICE, ele havia sido detido após ser preso por acusações de agressão em Boston, em setembro de 2025, sendo posteriormente transferido para o Florence Detention Center, no Arizona.

Pejman Karshenas Najafabadi, iraniano de 59 anos, morreu em 1º de março em um hospital em Natchez, Mississippi. O ICE informou que ele foi detido em abril de 2025, após condenação por posse de fentanil.

Alberto Gutierrez Reyes, mexicano de 48 anos, morreu em 27 de fevereiro em um centro médico em Victorville, Califórnia. De acordo com o ICE, ele havia sido preso pela Patrulha de Fronteira em Los Angeles em janeiro.

Jairo Garcia Hernandez, guatemalteco de 27 anos, morreu em 16 de fevereiro em um hospital em Miami. Segundo o ICE, ele foi detido após ser abordado pela polícia local perto de Rochester, Nova York, em 21 de janeiro de 2025.

No mesmo dia, 16 de fevereiro, Lorth Sim, cambojano de 59 anos, morreu no Miami Correctional Facility, no condado de Miami, em Indiana. Ele havia entrado nos Estados Unidos como refugiado em 1983, mas posteriormente recebeu ordem de deportação após várias condenações criminais. O ICE informou que Sim foi detido ao comparecer a um escritório da agência em Boston, em 30 de dezembro de 2025, sendo transferido depois para o centro de detenção em Indiana.

Victor Manuel Diaz, nicaraguense de 36 anos, morreu em 14 de janeiro no Camp East Montana, localizado em El Paso, Texas. Funcionários do centro de detenção, que funciona dentro da base militar Fort Bliss, encontraram Diaz inconsciente em seu quarto. Ele foi declarado morto pouco depois.

Também em 14 de janeiro, Heber Sanchez Domínguez, mexicano de 34 anos, morreu no Robert A. Deyton Detention Center, em Lovejoy, Geórgia. Segundo o ICE, ele havia sido detido após ser preso por dirigir sem habilitação.

Parady La, cambojano de 46 anos, morreu em 9 de janeiro em um hospital na Filadélfia. De acordo com o ICE, ele estava detido no Federal Detention Center após ser preso em 6 de janeiro e estava sendo tratado por abstinência severa de drogas quando foi encontrado inconsciente em sua cela.

Luis Beltran Yanez-Cruz, hondurenho de 68 anos, morreu em 6 de janeiro em um hospital em Indio, Califórnia. O ICE informou que ele havia sido preso por agentes federais de imigração em Newark, New Jersey, em novembro.

Luis Gustavo Nunez Caceres, também hondurenho, de 42 anos, morreu em 5 de janeiro em um hospital na região de Houston. Ele havia sido detido durante uma operação de imigração realizada em Houston em 17 de novembro de 2025.

O primeiro caso registrado no ano foi o de Geraldo Lunas Campos, cubano de 55 anos, que morreu em 3 de janeiro no Camp East Montana, em El Paso, Texas. Segundo o ICE, o centro de detenção foi inaugurado durante a administração do ex-presidente Donald Trump nas instalações da base militar Fort Bliss.

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