Enquanto isso, autoridades federais afirmam que seguem protocolos de monitoramento e investigação em casos de óbitos, mas a pressão pública e política sobre o sistema de detenção tende a crescer à medida que novos dados vêm à tona.
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Mortes em centros do ICE disparam e expõem crise de superlotação nos EUA
O número de mortes sob custódia do Departamento de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) voltou a gerar preocupação em 2026. De acordo com dados do Departamento de Segurança Interna (DHS), ao menos 14 pessoas já morreram neste ano enquanto estavam detidas, incluindo um homem mexicano encontrado inconsciente na última semana em uma instalação nos arredores de Los Angeles.
O caso mais recente reforça um cenário que vem sendo monitorado por autoridades e organizações de direitos humanos. Em meados de fevereiro, o sistema de detenção do ICE abrigava mais de 68 mil imigrantes — um dos maiores números já registrados. A população carcerária oscila constantemente, à medida que deportações são realizadas e novos detidos são encaminhados às unidades.
Os dados mostram uma tendência de alta nos óbitos. Em 2025, foram registradas 33 mortes sob custódia, enquanto em 2024 o número foi significativamente menor, com 11 casos. O crescimento coincide com a intensificação das políticas de detenção em larga escala, impulsionadas por medidas federais voltadas ao aumento das deportações.
Especialistas apontam que a expansão acelerada da capacidade de detenção tem colocado pressão sobre as instalações, muitas das quais enfrentam problemas estruturais. Relatos frequentes indicam superlotação, dificuldades no acesso a cuidados médicos adequados e surtos de doenças em diferentes centros.
Organizações civis e defensores dos direitos dos imigrantes alertam que as condições atuais podem agravar riscos à saúde e à segurança dos detidos. Eles defendem maior transparência nas investigações sobre as mortes e revisão das políticas de detenção, especialmente diante do aumento expressivo no número de pessoas sob custódia.
Enquanto isso, autoridades federais afirmam que seguem protocolos de monitoramento e investigação em casos de óbitos, mas a pressão pública e política sobre o sistema de detenção tende a crescer à medida que novos dados vêm à tona.
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