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Revista Brazilian Times # 83
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Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete mundial e maior ídolo da história do esporte no Brasil

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar faleceu após passar mal em sua residência, na região de São Paulo, sendo encaminhado ao hospital, onde não resistiu.

Da redação

O basquete mundial perdeu nesta sexta-feira (17) um de seus maiores nomes. Morreu, aos 68 anos, o ex-jogador Oscar Schmidt, ídolo histórico da seleção brasileira e um dos maiores pontuadores da história do esporte.

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar faleceu após passar mal em sua residência, na região de São Paulo, sendo encaminhado ao hospital, onde não resistiu. A informação foi confirmada pela família e amplamente divulgada pela imprensa internacional.

A morte encerra a trajetória de um atleta que transcendeu o esporte. Durante décadas, Oscar foi sinônimo de talento, precisão e identidade nacional dentro das quadras. Ele disputou cinco Jogos Olímpicos consecutivos e se tornou o maior cestinha da história olímpica, com mais de mil pontos marcados — um recorde que permanece até hoje.

Com quase 50 mil pontos na carreira, o brasileiro também foi, por anos, o maior pontuador da história do basquete mundial, marca que consolidou sua posição entre os gigantes do esporte.

Um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou o Brasil em uma vitória histórica sobre os Estados Unidos, em pleno território americano — um feito que marcou gerações.

Mesmo sendo draftado pela NBA nos anos 1980, Oscar recusou a liga para continuar defendendo a seleção brasileira — uma decisão que reforçou sua imagem de lealdade ao país e ao esporte nacional.

Fora das quadras, também enfrentou uma longa e dura batalha contra um tumor cerebral, diagnosticado há mais de uma década. Segundo relatos, ele lutou contra a doença por cerca de 15 anos, com coragem e resiliência.

Oscar Schmidt foi mais do que um atleta. Foi símbolo de disciplina, paixão e excelência. Sua morte representa o fim de uma era no esporte brasileiro, mas seu legado permanece vivo — inspirando gerações dentro e fora das quadras.

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