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Revista Brazilian Times # 83
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Autoridades de Nova York rejeitam pedido do ICE em caso de imigrante acusado de incêndio fatal, afirma DHS

Um cidadão mexicano em situação irregular, acusado de provocar um incêndio em um prédio residencial em Nova York que deixou quatro mortos e sete feridos, pode acabar sendo libertado, segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS). De acordo com o órgão, a cidade se recusa a atender a solicitação para transferi-lo às autoridades de imigração.

Um cidadão mexicano em situação irregular, acusado de provocar um incêndio em um prédio residencial em Nova York que deixou quatro mortos e sete feridos, pode acabar sendo libertado, segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS). De acordo com o órgão, a cidade se recusa a atender a solicitação para transferi-lo às autoridades de imigração.

Identificado como Roman Amatitla, de 38 anos, morador de Maspeth, ele responde a oito acusações de homicídio em segundo grau e incêndio criminoso em primeiro grau. O crime teria ocorrido em 16 de março, quando ele supostamente ateou fogo a um edifício de três andares em Flushing, escolhido aleatoriamente.

A promotora do distrito de Queens, Melinda Katz, informou que, no dia do incidente, o acusado entrou e saiu do prédio na Avery Avenue diversas vezes, urinou em frente às unidades e, em seguida, foi a um posto de gasolina nas proximidades. Lá, comprou uma cerveja, furtou outra e pegou fósforos após se recusar a pagar por um isqueiro.

As investigações apontam que ele retornou ao prédio pela quarta vez, acendeu um papel e o lançou sobre lixo próximo à escada, iniciando o incêndio.

Ainda segundo Katz, o homem permaneceu nas imediações enquanto o fogo se espalhava, observando moradores tentarem escapar — alguns pulando pelas janelas — enquanto consumia a bebida. A promotora classificou a ação como um “ato de assassinato em massa”.

Na terça-feira, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) pediu ao Departamento de Correções de Nova York (NYCDOC) que não liberasse o suspeito da prisão. No entanto, com base nas políticas de cidade-santuário, o órgão municipal informou que não irá colaborar com o pedido.

Em declaração à imprensa, a secretária-assistente interina do DHS, Lauren Bis, criticou a decisão. Segundo ela, a recusa em cooperar com o ICE coloca a segurança pública em risco e pode permitir que o acusado volte a cometer crimes.

O DHS também afirma que uma ordem executiva do prefeito Zohran Mamdani protege imigrantes irregulares com antecedentes criminais. A medida teria sido adotada após uma proposta da governadora Kathy Hochul para restringir a colaboração entre forças policiais locais e agentes federais de imigração.

De acordo com dados divulgados pelo departamento, entre 20 de janeiro e 1º de dezembro, cerca de 6.947 imigrantes em situação irregular foram liberados por autoridades de Nova York mesmo com pedidos de detenção do ICE. Entre os crimes atribuídos a esse grupo estão homicídios, agressões, roubos, tráfico de drogas, crimes com armas e delitos sexuais.

O DHS informou ainda que mais de 7 mil pessoas sob custódia em jurisdições de Nova York tinham ordens ativas de detenção no mesmo período, também relacionadas a crimes graves.

As autoridades confirmaram que Amatitla está no país de forma irregular, mas ainda não há informações claras sobre quando e por onde ele entrou nos Estados Unidos.

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