Os números não mentem. Imigrantes nos Estados Unidos têm o dobro de chance de abrir um negócio em comparação com cidadãos nascidos aqui. Nós somos o motor da economia local. Mas existe um dado que poucos discutem nas mesas de jantar: a taxa de mortalidade dessas empresas.
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Coluna Tiago Prado: “Por que empreendedores estrangeiros abrem o dobro de empresas, mas também fecham na mesma velocidade?”
Os números não mentem. Imigrantes nos Estados Unidos têm o dobro de chance de abrir um negócio em comparação com cidadãos nascidos aqui. Nós somos o motor da economia local. Mas existe um dado que poucos discutem nas mesas de jantar: a taxa de mortalidade dessas empresas.
Cerca de 20% dos pequenos negócios fecham no primeiro ano. Quase metade não sobrevive ao quinto [2]. Na comunidade imigrante, onde o acesso a crédito é menor e a barreira do idioma é maior, o risco se multiplica. Nós abrimos empresas com coragem, mas tentamos mantê-las vivas apenas com suor. E suor, no mercado americano, não paga a conta de expansão.
Foi observando esse ciclo de “abrir, lutar e fechar” que decidi escrever “Sete Passos para Ser Rico nos EUA”. O livro, que acaba de ser publicado pela Editora Gente, não é uma teoria acadêmica. É a engenharia reversa do que fiz para fundar a Breezy Seguros e levá-la até a aquisição pelo Carlyle Group.
O erro mais comum que vejo é a falta de integração cultural. O brasileiro tenta vender para o americano usando a lógica do Brasil. Não funciona. O dinheiro aqui exige previsibilidade e processos. Se você quer entender como empreender do zero nos EUA, precisa aceitar que as regras do jogo são outras.

O segundo erro fatal é a educação financeira. O imigrante confunde faturamento com lucro. Ele vê dinheiro no caixa e acha que a empresa está saudável, ignorando margens e custos de aquisição. É exatamente por isso que investidores de Venture Capital priorizam negócios sólidos; eles não compram faturamento, compram lucro previsível.
Por fim, falta foco e networking. O empresário imigrante tenta fazer tudo sozinho porque não confia no sistema. Ele vira refém da própria operação. Para aprender como construir um negócio que prospera, você precisa construir alianças estratégicas. O americano faz negócios com quem ele conhece e confia.
O livro detalha esses e outros quatro passos fundamentais (recursos financeiros, conexão espiritual, conexão familiar e educação).
Nós já temos a coragem de abrir o dobro de empresas. Agora, precisamos da estratégia para mantê-las abertas e lucrativas. O mapa está no livro.
https://www.editoragente.com.br/7-passos-para-ser-rico-nos-eua-7491/p
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