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Edição MA 4376

Última Edição #4376

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 83
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Cruzeiro vence Boca na Libertadores

Kaio Jorge, Neyser e Arroyo comemoram gol da vitória do Cruzeiro sobre o Boca Juniors, no Mineirão, pela Libertadores

O duelo entre Cruzeiro e Boca Juniors, válido pela terceira rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores, teve todos os ingredientes de um clássico Brasil x Argentina. Em campo, o Mineirão foi palco de uma batalha marcada por embates físicos, sete cartões distribuídos, uma expulsão e até confusão após o apito final. O Cruzeiro soube lidar com o cenário e venceu por 1 a 0, resultado que o coloca na liderança do Grupo D.

O gol da vitória saiu dos pés de Villarreal, que entrou no segundo tempo e aproveitou passe de Kaio Jorge para empurrar a bola para as redes. O atacante foi decisivo em um jogo de poucas oportunidades claras, mas de muita intensidade. Do lado argentino, Bareiro foi expulso ainda na etapa inicial, após acertar o rosto de Christian, deixando o Boca com um a menos.

Com a vantagem numérica, o Cruzeiro buscou controlar o jogo, mas encontrou dificuldades diante da retranca argentina. A posse de bola foi maior, mas as jogadas ofensivas demoraram a aparecer. Arroyo arriscou de fora da área e quase abriu o placar, mas foi apenas com as mudanças de Artur Jorge que o time mineiro conseguiu furar a defesa adversária.

A vitória foi fundamental para a Raposa, que agora soma seis pontos, mesma pontuação do Boca Juniors, mas leva vantagem no confronto direto. Assim, o Cruzeiro assume a liderança do grupo e ganha confiança para a sequência da competição continental.

O próximo compromisso pela Libertadores será contra o Universidad Católica, no Chile, na próxima quarta-feira. Antes disso, o Cruzeiro encara o Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro, em mais um clássico no Mineirão. A agenda intensa exige foco e equilíbrio para manter o bom momento.

O primeiro tempo foi marcado por tensão e poucas chances. O Boca entrou em campo disposto a travar o jogo, apostando em faltas e marcação dura. O Cruzeiro, por sua vez, tentou ocupar o campo ofensivo, mas esbarrou na dificuldade de criar jogadas. O clima quente culminou na expulsão de Bareiro, que deixou o time argentino em desvantagem.

No segundo tempo, a expectativa era de maior ofensividade do Cruzeiro. Apesar da posse de bola, o time demorou a encontrar espaços. Foi apenas com a entrada de Villarreal e Bruno Rodrigues que a equipe ganhou mais mobilidade e conseguiu transformar a superioridade em gol.

Fora das quatro linhas, o jogo também foi marcado por episódios lamentáveis. Um torcedor argentino foi detido por gestos racistas contra a torcida cruzeirense, fato que reforça a necessidade de medidas mais duras contra esse tipo de comportamento nos estádios.

Após o apito final, a tensão se estendeu ao gramado. Paredes, do Boca, discutiu com Matheus Pereira, acusando o jogador do Cruzeiro de provocações. A situação rapidamente evoluiu para um empurra-empurra generalizado, com atletas de ambos os lados envolvidos.

A segurança precisou intervir para conter os ânimos. Matheus Pereira foi protegido por companheiros e seguranças, enquanto jogadores do Boca tentavam persegui-lo. Apesar da confusão, não houve agressões físicas registradas, e o árbitro não aplicou novos cartões. A Conmebol ainda não se pronunciou sobre o episódio, mas o jogo ficará marcado tanto pela vitória cruzeirense quanto pelo clima hostil dentro e fora de campo.

Já o Mirassol venceu o Always Ready, da Bolívia, por 2 a 0, pela Copa Libertadores no Estádio Campos Maia, pela terceira rodada da fase de grupos. Eduardo e Alesson balançaram as redes. Com o resultado, o Mirassol chega aos seis pontos e embola de vez o grupo G, já que ele, a LDU e o Lanús têm seis pontos, cada.

LIBERTADORES: PALMEIRAS E FLAMENGO EMPATAM SEUS JOGOS

Palmeiras e Flamengo empataram seus jogos pela terceira rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores 2026, em duelos que mostraram tanto a força quanto as fragilidades dos dois principais clubes brasileiros na competição. O rubro-negro ficou no 1 a 1 contra o Estudiantes, em La Plata, enquanto o Verdão também terminou com o mesmo placar diante do Cerro Porteño, em Assunção. Os resultados mantêm ambos na briga pela liderança de seus grupos, mas deixam claro que a caminhada rumo ao mata-mata será marcada por desafios.

Na Argentina, o Flamengo enfrentou um Estudiantes que começou a partida pressionando e tentando impor seu ritmo com bolas alçadas na área. O time de Leonardo Jardim, no entanto, soube se adaptar e, mesmo com menos posse de bola, conseguiu criar as melhores oportunidades. Samuel Lino assustou em finalização perigosa, e Bruno Henrique foi decisivo ao construir a jogada que resultou no gol de Luiz Araújo, aos 32 minutos do primeiro tempo. A eficiência rubro-negra parecia encaminhar uma vitória fora de casa.

O segundo tempo, porém, trouxe um cenário diferente. O Estudiantes voltou mais agressivo e logo no início obrigou Rossi a fazer grande defesa. O Flamengo quase ampliou em duas chances seguidas, mas parou em Muslera, que brilhou ao evitar gols de Bruno Henrique e Luiz Araújo. A resposta argentina veio em seguida: Meza cruzou pela direita, Farías finalizou, Rossi defendeu, mas Carrillo aproveitou o rebote para empatar. O jogo ganhou contornos dramáticos, com pedidos de pênalti, discussões e até expulsão dos dois técnicos.

Apesar da pressão final dos donos da casa, Rossi voltou a salvar o Flamengo em lance decisivo nos acréscimos. O empate manteve o time carioca na liderança do Grupo A, agora com sete pontos, mas sem o aproveitamento perfeito que vinha sustentando. O Estudiantes, com cinco pontos, segue logo atrás e promete brigar até o fim pela classificação. A situação do grupo ainda conta com Independiente Medellín e Cusco, que se enfrentam nesta quinta-feira.

A noite, no entanto, trouxe uma preocupação maior para o Flamengo: a lesão de Arrascaeta. O meia uruguaio caiu após dividida com Piovi e deixou o campo com dores intensas no ombro. Exames confirmaram fratura na clavícula direita, o que deve afastá-lo dos gramados por um tempo considerável. A ausência do camisa 10 é um duro golpe para Leonardo Jardim e também para Marcelo Bielsa, técnico da seleção uruguaia, que já pensa na Copa do Mundo.

Em Assunção, o Palmeiras mostrou superioridade técnica diante do Cerro Porteño e dominou amplamente o primeiro tempo. Com posse de bola qualificada e boa movimentação, o time de Abel Ferreira soube acelerar e cadenciar o jogo conforme necessário. O gol saiu em bela trama: Allan tabelou com Marlon Freitas e serviu Jhon Arias, que apareceu livre para abrir o placar. O Verdão poderia ter ampliado, mas desperdiçou chances claras, incluindo uma finalização dentro da pequena área.

O segundo tempo trouxe uma mudança de postura. O Palmeiras deixou de buscar jogadas mais incisivas e passou a apostar em cruzamentos e contra-ataques, o que permitiu ao Cerro crescer na partida. Mesmo sem grande inspiração, os paraguaios encontraram o empate em lance fortuito: Iturbe arriscou de fora da área, a bola explodiu na trave e voltou nas costas do goleiro Carlos Miguel, entrando em seguida. Um gol contra que castigou a equipe brasileira.

O Verdão ainda tentou reagir e quase saiu com os três pontos em cabeçada de Murilo, mas o goleiro adversário fez defesa espetacular. O empate foi lamentado pelos jogadores na saída de campo, já que a equipe havia controlado boa parte do jogo e deixou escapar a vitória por detalhes. Abel Ferreira e sua comissão técnica também criticaram o gramado da Nueva Olla, apontando problemas nas medidas e na altura da grama.

Com o resultado, o Palmeiras perdeu a liderança do Grupo F para o Sporting Cristal, que venceu o Junior Barranquilla em Lima e chegou a seis pontos. O Verdão soma cinco e agora terá confronto direto contra os peruanos fora de casa, em duelo que pode definir os rumos da classificação. A igualdade em Assunção, portanto, teve peso maior do que parecia à primeira vista.

Flamengo e Palmeiras seguem fortes candidatos ao título continental, mas os empates desta rodada mostraram que a competição exige concentração máxima até o último minuto.

O jogador Andreas Pereira, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador do C Cerro Porteño, durante partida válida pela fase de grupos, da Conmebol Libertadores, no Estádio La Nueva Olla. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

BOTAFOGO VENCE E ATLÉTICO PERDE NA SUL-AMERICANA

Botafogo e Atlético tiveram resultados opostos na rodada da Copa Sul-Americana. Enquanto o time carioca venceu com autoridade o Independiente Petrolero por 3 a 0, no Nilton Santos, o Galo acabou derrotado pelo Cienciano por 1 a 0, em Cusco, e se complicou na luta pela classificação. Os dois jogos mostraram realidades distintas: de um lado, uma equipe que se impôs e confirmou a liderança; do outro, um time que não conseguiu reagir e agora precisa de recuperação urgente.

No Rio de Janeiro, o Botafogo mostrou desde o início que não daria espaço para surpresas. Com posse de bola e ocupando o campo adversário, a equipe de Franclim Carvalho encontrou dificuldades diante da retranca boliviana, mas manteve o controle da partida. As jogadas pelos lados foram a principal arma, e foi justamente assim que saiu o primeiro gol, aos 18 minutos, quando Alex Telles fez ótimo lançamento para Mateo Ponte abrir o placar. O Petrolero pouco ameaçou e se limitou a contra-ataques esporádicos, sem levar perigo ao gol de Neto.

Ainda no primeiro tempo, o Botafogo chegou a marcar novamente, mas o árbitro anulou o lance por impedimento de Kadir. Mesmo assim, o cenário era favorável para os cariocas, que seguiram pressionando e criando oportunidades. A sensação era de que o segundo gol seria apenas questão de tempo, já que o adversário não conseguia sair da defesa e ficava cada vez mais acuado.

Na etapa final, o domínio se transformou em gols. Aos 16 minutos, Montoro aproveitou rebote após cobrança de falta de Telles e, mesmo sem ângulo, acertou a rede para ampliar. Franclim Carvalho fez mudanças e manteve o ritmo ofensivo, e aos 31 minutos Newton recebeu passe de Chris Ramos em contra-ataque e bateu no canto para fechar o placar. O Botafogo ainda teve chances para transformar a vitória em goleada, mas parou em defesas do goleiro adversário. Com o resultado, chegou a sete pontos e manteve a liderança do Grupo E.

Se no Rio a noite foi de festa, em Cusco o Atlético viveu um cenário bem diferente. O Galo enfrentou o Cienciano e acabou derrotado por 1 a 0, resultado que o deixou na lanterna do Grupo B. O gol dos peruanos saiu ainda no primeiro tempo, com Bandiera aproveitando cruzamento e cabeceando para o fundo da rede. O Atlético pouco produziu ofensivamente e viu o adversário controlar as ações, em uma partida marcada pela falta de criatividade do time brasileiro.

Everson foi o grande destaque do Atlético, evitando que o placar fosse mais elástico. O goleiro fez boas defesas e segurou o ímpeto dos donos da casa, que tiveram mais posse de bola e criaram oportunidades até o fim da primeira etapa. O ataque atleticano, por sua vez, praticamente não incomodou, com raras tentativas de Igor Gomes e Alexsander, ambas sem sucesso.

No segundo tempo, o Atlético tentou reagir e até criou uma boa chance com Reinier, após cruzamento de Alan Minda. Mas a situação ficou ainda mais complicada quando Preciado foi expulso por falta dura em Martinich. Com um jogador a menos, o Galo perdeu força e passou a ser pressionado novamente. Everson voltou a salvar em chute de Garcés, enquanto Bernard desperdiçou uma cobrança de falta. O time não conseguiu se reorganizar e terminou a partida sem ameaçar o empate.

Com a derrota, o Atlético permanece com apenas três pontos e vê o Cienciano disparar na liderança com sete. A situação é delicada, já que apenas o primeiro colocado avança diretamente às oitavas de final, enquanto o segundo disputa os playoffs. O Galo terá de buscar reação imediata para não se despedir precocemente da competição. Enquanto isso, o Botafogo segue firme e mostra que pode sonhar alto na Sul-Americana.

Foto de Vítor Silva/Botafogo

LÁ EM MINAS

AMÉRICA –  Pela quinta rodada da Copa Sul-Sudeste, o Coelho perdeu para a Chapecoense por 2 a 1 nesta quarta-feira (29), na Arena Condá, em Chapecó. Os gols do time catarinense foram de Rubens e João Bom. Pedro Geovane descontou para o América. Com a vitória, a Chape assumiu a liderança do Grupo A, com 10 pontos. Já o Coelho segue em terceiro lugar, com 5. Os dois melhores times de cada grupo avançam às semifinais.

ATLÉTICO – O técnico do Galo, o argentino Eduardo Domínguez, ainda vê possibilidades de classificação para seu time no grupo na Copa Sul-Americana. Atualmente, o Atlético é o lanterna do Grupo B, com 3 pontos. “Temos nove pontos pela frente e temos que buscar os nove, temos dois jogos na nossa casa, com nossa gente. Vamos na próxima semana ao Uruguai. A mim, me dá a sensação de que sabemos o que temos que melhorar, sabemos o que acontece, temos que seguir focados”, afirmou Domínguez.

CRUZEIRO – De acordo com o técnico Artur Jorge, a vitória por 1 a 0 sobre o Boca Juniors, na terça-feira, dia 28, no Mineirão, foi justa pelo que seu time produziu: “Foi uma vitória extremamente importante para nós e justíssima pelo que foi o jogo. Foram duas partes com contextos diferentes, mas de comportamentos iguais. No 2º tempo, frente a expulsão, tivemos domínio territorial e paciência para esperar o momento certo. Além disso, não permitimos nenhuma finalização do adversário no gol”.

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