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Revista Brazilian Times # 84
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Bebê declarado morto após afogamento é encontrado vivo em necrotério nos Estados Unidos

O menino, identificado como Vincent Lorenzo Fiordilino, sofreu um afogamento durante uma reunião familiar realizada no dia do Super Bowl, na cidade de Gilbert, região metropolitana de Phoenix, Arizona.

Da Redação

Um caso considerado extremamente raro e que está sendo investigado pelas autoridades americanas chamou a atenção nos Estados Unidos e em diversos países. Um bebê de apenas 18 meses, que havia sido declarado morto após um acidente em uma piscina residencial, foi encontrado com sinais vitais horas depois, já no necrotério de um hospital no estado do Arizona.

O menino, identificado como Vincent Lorenzo Fiordilino, sofreu um afogamento durante uma reunião familiar realizada no dia do Super Bowl, na cidade de Gilbert, região metropolitana de Phoenix, Arizona. Segundo o relatório da polícia, a criança teria permanecido sem supervisão por cerca de 10 a 15 minutos antes de ser encontrada boiando de bruços na piscina da residência.

Ao localizar o menino, familiares iniciaram imediatamente manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), orientados por uma atendente do serviço de emergência 911. Pouco depois, equipes de resgate chegaram ao local e assumiram os procedimentos antes de encaminhar a criança ao Mercy Gilbert Medical Center, onde continuou recebendo atendimento intensivo.

Mesmo após várias tentativas de reanimação, um médico declarou oficialmente a morte do bebê por volta das 18h20. No entanto, documentos da investigação revelam que alguns profissionais da equipe médica manifestaram dúvidas sobre o diagnóstico.

De acordo com o relatório policial, uma enfermeira informou aos agentes que ainda conseguia sentir um pulso na criança. Outro funcionário também teria relatado ter percebido um leve suspiro vindo do bebê. Apesar desses relatos, o médico responsável manteve a declaração de óbito.

Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao necrotério do hospital para aguardar os procedimentos legais.

Cerca de cinco horas depois, enquanto funcionários do necrotério realizavam os preparativos para a remoção do corpo, um examinador percebeu que o menino ainda apresentava batimentos cardíacos.

A equipe médica foi imediatamente acionada e iniciou um novo protocolo de emergência. Em seguida, a criança foi transferida de helicóptero para o Phoenix Children’s Hospital, um dos principais centros pediátricos dos Estados Unidos.

O episódio surpreendeu médicos, policiais e familiares, tornando-se um dos casos mais incomuns registrados recentemente no país.

As primeiras avaliações médicas apontavam para um quadro extremamente grave devido ao longo período em que a criança permaneceu sem oxigenação adequada após o afogamento.

Entretanto, exames posteriores indicaram um cenário mais positivo do que o esperado. Segundo informações divulgadas pela família e pela imprensa americana, os médicos não identificaram danos cerebrais permanentes, embora o menino ainda esteja em recuperação e deva passar por um longo processo de reabilitação.

O caso passou a ser investigado para esclarecer como uma criança que ainda apresentava sinais vitais pôde ser oficialmente declarada morta.

As imagens das câmeras corporais dos policiais, os relatórios médicos e os depoimentos dos profissionais envolvidos estão sendo analisados pelas autoridades. O hospital informou que abriu uma revisão interna para avaliar se todos os protocolos médicos foram corretamente seguidos e afirmou estar colaborando integralmente com a investigação.

Até o momento, nenhuma acusação criminal foi apresentada contra o médico responsável pela declaração de óbito.

Além da apuração sobre o atendimento médico, a polícia encaminhou o caso ao Ministério Público do Arizona para avaliar uma possível responsabilização dos pais por negligência, uma vez que a criança teria ficado sem supervisão por vários minutos antes do acidente. A decisão sobre eventual denúncia ainda não foi anunciada.

Especialistas afirmam que episódios como este são extremamente raros, mas podem ocorrer em vítimas de afogamento, especialmente crianças. Em determinadas situações, fatores como a hipotermia podem reduzir drasticamente os sinais vitais, dificultando a confirmação da morte e exigindo protocolos rigorosos antes da emissão da declaração de óbito.

O caso reacendeu o debate entre médicos e especialistas em medicina de emergência sobre a necessidade de avaliações prolongadas em pacientes vítimas de afogamento grave, principalmente em crianças pequenas, para evitar diagnósticos equivocados.

Enquanto as investigações continuam, Vincent segue em recuperação cercado pela família, que considera sua sobrevivência um verdadeiro milagre. O desfecho do caso poderá influenciar futuras revisões nos protocolos médicos adotados em hospitais americanos para a confirmação de óbito em situações semelhantes.

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