Uma mulher identificada como Zengzeng Liu, de 40 anos, conhecida pelo apelido de “Bella” e residente em Flushing, Nova York, foi presa e acusada de comandar um esquema internacional de prostituição que, segundo as autoridades federais, levava mulheres de diferentes países para atuar na região de Boston.
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Chinesa é acusada de comandar rede internacional de prostituição com atuação na região de Boston
Uma mulher identificada como Zengzeng Liu, de 40 anos, conhecida pelo apelido de “Bella” e residente em Flushing, Nova York, foi presa e acusada de comandar um esquema internacional de prostituição que, segundo as autoridades federais, levava mulheres de diferentes países para atuar na região de Boston.
De acordo com o Departamento de Justiça, Liu, cidadã chinesa e residente permanente legal nos Estados Unidos, responde por persuadir uma pessoa a viajar entre estados para se envolver em prostituição, além de três acusações relacionadas ao uso de meios de comércio interestadual e internacional para facilitar atividades ilegais.
As investigações apontam que o esquema funcionava, pelo menos, desde agosto de 2025. Segundo os promotores, Liu recrutava mulheres oriundas principalmente do Japão, Vietnã, China e Filipinas para trabalhar em apartamentos localizados nos bairros de Allston e Brighton, em Boston.
Ainda conforme os autos, ela seria responsável por organizar toda a operação, incluindo o agendamento dos encontros, a escolha dos imóveis utilizados para os programas e a administração dos lucros obtidos. As autoridades afirmam que a suspeita também utilizava recrutadores em outros países e recorria a documentos supostamente falsificados para alugar e manter os imóveis utilizados como casas de prostituição.
Os investigadores afirmam que as mulheres eram anunciadas em sites especializados em serviços sexuais. Interessados eram orientados a entrar em contato por um telefone controlado por Liu, que negociava os valores, passava orientações sobre os locais dos encontros e exigia o envio prévio de documentos de identificação, incluindo fotos de carteiras de trabalho, antes de confirmar os atendimentos.
Segundo os documentos judiciais, diversas mulheres relataram que recebiam instruções de uma mulher chamada apenas de “Bella”, por meio do aplicativo WeChat. Elas afirmaram nunca ter conhecido Liu pessoalmente, mas disseram que todas as orientações sobre os programas e as condições de trabalho eram repassadas por ela.
A investigação também aponta que as vítimas passaram por cidades e países como Nova York, China, Canadá e Filipinas antes de chegarem a Boston. Embora recebessem o pagamento dos clientes, elas ficavam apenas com parte do valor. O restante era recolhido por intermediários e encaminhado à acusada.
Durante uma operação em um apartamento em Allston, agentes federais encontraram mulheres japonesas que relataram ter chegado recentemente à cidade para realizar programas. No local, foram apreendidos aproximadamente US$ 35 mil em dinheiro, preservativos, lubrificantes, equipamentos de monitoramento e diversos telefones celulares.
Ao longo da investigação, as autoridades confiscaram cerca de US$ 105 mil em espécie. Segundo os promotores, a organização criminosa teria movimentado centenas de milhares de dólares em menos de um ano de funcionamento.
Os investigadores também afirmam ter identificado registros financeiros indicando que Liu utilizava um cartão de benefícios do programa Women, Infants, and Children (WIC), destinado à assistência alimentar para mulheres e crianças, enquanto supostamente administrava o esquema.
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