Os investigadores continuam as buscas pela suspeita e pedem que a comunidade ajude com qualquer informação.
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Acusados de assassinato em Tarumirim (MG) são condenados e suposta mandante teria fugido para Massachusetts
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria Única da Comarca de Tarumirim, obteve a condenação de Walliston de Assis Caetano e William de Souza pelo homicídio qualificado de Geraldo de Oliveira Dias, ocorrido em 1º de setembro de 2023, na zona rural de Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce. O julgamento, realizado no Fórum de Tarumirim no dia 23 de setembro, durou mais de 12 horas e teve a participação dos promotores de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Igor Heringer Chamon Rodrigues.
Segundo a denúncia, o crime foi planejado por Marlene Aparecida Dias, esposa da vítima, que mantinha um relacionamento extraconjugal com Walliston. Para executar o assassinato, os dois ofereceram a William R$ 5 mil. No dia do crime, Marlene atraiu Geraldo até um local isolado, onde William efetuou cinco disparos, inclusive pelas costas, impedindo qualquer chance de defesa. O homicídio ocorreu por motivo torpe, mediante traição, emboscada e recurso que dificultou a reação da vítima.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acatou integralmente as teses do MPMG, reconhecendo a autoria, a materialidade e todas as qualificadoras do crime. As penas foram definidas da seguinte forma:
Walliston de Assis Caetano: 28 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.
William de Souza: 21 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.
“O Ministério Público reafirma seu compromisso com a defesa da vida e entende que a sociedade recebeu uma resposta firme diante da gravidade e brutalidade do crime”, afirmaram os promotores Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Igor Heringer Chamon Rodrigues.
Mandante pode estar em Massachusetts
Marlene Aparecida Dias, acusada de ser a mandante do homicídio, não foi julgada nesta sessão e segue foragida. O MPMG ajuizou uma Ação Civil Pública solicitando a exclusão da ré do direito à herança do marido, com base na legislação que impede herdeiros de se beneficiarem quando atentam contra a vida do autor da herança.
Segundo investigações da Polícia Civil e do MPMG, Marlene teria planejado o assassinato com Walliston e contratado William como executor. Testemunhas e vídeos apresentados durante o julgamento demonstraram conversas entre ela e o amante, reforçando a acusação.
De acordo com familiares da vítima, a suspeita teria fugido para os Estados Unidos, atravessando a fronteira pelo México e atualmente residindo em Marlborough, Massachusetts, embora, segundo relatos, altere frequentemente de endereço para evitar ser localizada.
Os investigadores continuam as buscas pela suspeita e pedem que a comunidade ajude com qualquer informação.
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