Natural de Jundiaí, no interior de São Paulo, Fabíola afirma que a situação teve início após o relacionamento com um cidadão tunisiano, que conheceu pela internet.
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Brasileira trava batalha na Tunísia para recuperar guarda do filho de 3 anos
Da Redação
A brasileira Fabíola Viviani Santos Trabelsi vive um drama que atravessa fronteiras e mobiliza familiares, amigos e apoiadores no Brasil. Aos 44 anos, ela enfrenta uma complexa disputa judicial na Tunísia para tentar recuperar a guarda do filho de apenas 3 anos, em um caso que envolve denúncias de violência doméstica, separação familiar, dificuldades financeiras e obstáculos legais em um país estrangeiro.
Natural de Jundiaí, no interior de São Paulo, Fabíola afirma que a situação teve início após o relacionamento com um cidadão tunisiano, que conheceu pela internet. Segundo os relatos divulgados pela imprensa brasileira, o homem veio morar no Brasil poucos meses após o início do relacionamento. Com o passar do tempo, porém, a relação teria se tornado abusiva, marcada por episódios de violência física, psicológica e ameaças. A brasileira registrou boletins de ocorrência no Brasil relacionados a violência doméstica, injúria e ameaça.
Em 2024, mesmo já enfrentando problemas no relacionamento, Fabíola aceitou um convite dos sogros para viajar à Tunísia com o filho, para que os avós paternos conhecessem a criança. O que seria uma visita temporária acabou se transformando em uma longa e dolorosa batalha familiar. De acordo com a brasileira, ela passou a enfrentar dificuldades para retornar ao Brasil e acabou sendo pressionada a trabalhar em países da Europa enquanto o menino permanecia sob os cuidados da família paterna na Tunísia.
A mãe relata que ficou afastada do filho por vários meses e que, durante esse período, trabalhou em diferentes países europeus na tentativa de se sustentar e reunir condições para recuperar a criança. Segundo sua versão, o ex-marido passou a apresentar comportamento agressivo, incluindo ameaças e violência física. Em determinado momento, ela buscou ajuda de organizações de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica.
Determinada a reaver a guarda do filho, Fabíola retornou recentemente à Tunísia para participar das audiências judiciais relacionadas ao caso. No entanto, ela afirma enfrentar enormes dificuldades para conduzir sua defesa. Segundo relatos, chegou ao país sem recursos financeiros suficientes, sem advogado particular e sem tradutor, fatores que aumentam a complexidade do processo judicial.
Em uma das tentativas de reencontrar a criança, Fabíola conseguiu ver o filho após um longo período de separação. Entretanto, o encontro terminou em tensão. Conforme relatado por ela, houve intervenção policial após um conflito envolvendo a família paterna, e o menino acabou permanecendo sob os cuidados dos parentes do pai.
O caso também passou a ser acompanhado pelas autoridades brasileiras. Em nota divulgada à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores informou que tem conhecimento da situação e que a Embaixada do Brasil em Túnis presta assistência consular dentro dos limites previstos pela legislação internacional. O Itamaraty ressaltou, porém, que questões relacionadas à guarda de menores e à cooperação jurídica internacional são tratadas em conjunto com os órgãos competentes de cada país e dependem de decisões judiciais locais.
Além da atuação diplomática, os advogados que auxiliam Fabíola solicitaram a repatriação da criança e acompanham o andamento dos procedimentos legais junto às autoridades tunisianas. O processo segue em curso e ainda não há uma decisão definitiva sobre a guarda do menino.
Enquanto aguarda o desfecho judicial, Fabíola afirma continuar lutando para retornar ao Brasil ao lado do filho. O caso chama atenção para os desafios enfrentados em disputas internacionais de guarda, especialmente quando envolvem diferentes sistemas jurídicos, barreiras linguísticas e alegações de violência doméstica. A expectativa agora é pelas próximas decisões da Justiça tunisiana, que poderão definir os rumos da batalha travada pela brasileira para reunir novamente sua família.
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