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Revista Brazilian Times # 83
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Xerife de Los Angeles diz que ICE não deve realizar operações migratórias durante jogos da Copa do Mundo de 2026

A informação foi divulgada após questionamentos sobre a possível presença de agentes federais de imigração nos estádios e arredores das partidas.

Da Redação

A menos de um ano do início da Copa do Mundo de 2026, uma declaração das autoridades de Los Angeles trouxe alívio para milhares de imigrantes que planejam acompanhar o torneio nos Estados Unidos. Durante uma coletiva de imprensa sobre os preparativos de segurança para o evento, o xerife do Condado de Los Angeles, Robert Luna, afirmou que não espera a realização de operações de fiscalização migratória do Immigration and Customs Enforcement (ICE) nos jogos da competição.

A informação foi divulgada após questionamentos sobre a possível presença de agentes federais de imigração nos estádios e arredores das partidas. Segundo Luna, autoridades locais mantiveram contato direto com representantes do Departamento de Segurança Interna (DHS) e receberam garantias de que não haverá ações de imigração civil direcionadas aos torcedores durante os eventos oficiais da Copa do Mundo.

A declaração ocorre em meio a um cenário de crescente preocupação entre comunidades imigrantes nos Estados Unidos. Desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca, operações de fiscalização migratória foram intensificadas em diversas regiões do país, aumentando o receio de estrangeiros em participar de grandes eventos públicos.

“O que nos foi informado é que não haverá operações de imigração voltadas ao público durante os jogos”, afirmou Luna durante a coletiva. O xerife destacou, entretanto, que agências federais continuarão participando do esquema de segurança do torneio, mas com foco em prevenção ao terrorismo, combate ao tráfico humano, fraudes documentais e outras ameaças à segurança pública.

Apesar da sinalização positiva, Luna reconheceu que as políticas federais podem sofrer alterações. Segundo ele, as informações recebidas refletem o planejamento atual, mas eventuais mudanças de diretrizes por parte do governo federal não podem ser descartadas.

A participação de órgãos federais na Copa será considerada essencial devido à magnitude do evento. Os Estados Unidos serão um dos países-sede do torneio ao lado do Canadá e do México, recebendo milhões de visitantes de diversas partes do mundo. Los Angeles, uma das cidades anfitriãs, sediará oito partidas, incluindo jogos da seleção norte-americana e confrontos considerados de alto interesse internacional.

Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes acompanharam com atenção as declarações. Nos últimos meses, grupos comunitários lançaram campanhas pedindo que a Copa do Mundo seja um ambiente livre de operações migratórias, argumentando que ações do ICE poderiam afastar torcedores e comprometer o espírito de integração promovido pelo torneio.

Especialistas em segurança destacam que a atuação de agentes ligados ao Departamento de Segurança Interna durante grandes eventos internacionais é comum e faz parte dos protocolos de proteção adotados pelos Estados Unidos. No entanto, a presença desses agentes não significa, necessariamente, a realização de ações voltadas à fiscalização do status migratório dos participantes.

Para a comunidade brasileira e outros grupos de imigrantes que pretendem assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2026, a mensagem transmitida pelas autoridades locais é de tranquilidade. Até o momento, o planejamento oficial prevê um ambiente focado na segurança dos torcedores e não na fiscalização migratória, embora o tema continue sendo acompanhado de perto por organizações civis e representantes das comunidades estrangeiras.

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