Aluna do tradicional Colégio Farias Brito, em Fortaleza, Mabe conquistou uma das quatro vagas da delegação brasileira que disputará a Olimpíada Ibero-Americana de Física (OIbF), marcada para ocorrer entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro, em João Pessoa, na Paraíba.
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Cearense de 16 anos é única mulher a representar o Brasil em competições internacionais de Física
Da redação
A estudante Maria Beatriz Mesquita Ximenes, conhecida como Mabe, vem se consolidando como um dos principais nomes da nova geração da ciência brasileira. Aos 16 anos, ela foi a única mulher selecionada para representar o país nas principais competições internacionais de Física em 2026, reforçando seu talento e dedicação em uma área ainda marcada pela baixa presença feminina.
Aluna do tradicional Colégio Farias Brito, em Fortaleza, Mabe conquistou uma das quatro vagas da delegação brasileira que disputará a Olimpíada Ibero-Americana de Física (OIbF), marcada para ocorrer entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro, em João Pessoa, na Paraíba.
Natural de Sobral, no interior do Ceará, a jovem se mudou para Fortaleza aos 14 anos em busca de melhores oportunidades acadêmicas. Desde então, tem se dedicado intensamente aos estudos, chegando a manter uma rotina de até 14 horas diárias, com foco especial em olimpíadas científicas.
A trajetória de Mabe já inclui importantes conquistas, como a medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Física e destaque no Torneio Brasileiro de Física, resultados que consolidam seu nome entre os principais talentos estudantis do país.
Apesar do desempenho de excelência, a estudante também enfrenta desafios fora das equações. A falta de representatividade feminina nas ciências exatas é uma realidade que ela vivencia de perto. “É uma tristeza muito grande não ver outras meninas junto comigo. Por causa disso, acaba se tornando um processo muito solitário”, afirmou.
Mesmo diante desse cenário, Mabe segue determinada e se torna inspiração para outras jovens que desejam ingressar na área científica. Para seus professores, ela já é considerada uma referência e um verdadeiro exemplo de dedicação, talento e superação.
A história da jovem cearense evidencia não apenas o potencial da educação brasileira, mas também a importância de incentivar a participação feminina nas áreas de ciência e tecnologia, abrindo caminhos para uma nova geração de pesquisadoras no país.
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