O caso chama atenção para os riscos enfrentados por imigrantes que tentam entrar na América do Norte por rotas alternativas, muitas vezes expostos a temperaturas severas, longas caminhadas e ausência de suporte básico — fatores que podem ser fatais.
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Corpo de brasileira encontrada morta na fronteira entre EUA e Canadá chega ao Brasil
O corpo da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, encontrada morta na região de fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, foi repatriado e chegou ao Brasil neste fim de semana, encerrando semanas de espera e angústia para a família. A identificação da vítima havia sido confirmada no fim de fevereiro por autoridades canadenses, por meio de exame de DNA.
O voo com o corpo pousou em São Paulo no sábado (28). Já neste domingo (29), familiares e amigos se reuniram em Goiânia para o velório, previsto para começar às 14h, marcando o último adeus à brasileira.
Segundo relatos da família, a confirmação oficial da identidade foi enviada de forma informal, por meio de uma mensagem de WhatsApp encaminhada por autoridades canadenses, junto com o contato da funerária responsável pelos primeiros procedimentos no exterior. No Brasil, a etapa final do traslado ficou sob responsabilidade da funerária Global Funeral, em São Paulo.
Desde a confirmação da morte, os parentes enfrentaram uma série de dificuldades burocráticas e financeiras para viabilizar a repatriação do corpo. Todos os custos do processo foram arcados pela própria família, que precisou mobilizar recursos para trazer Letícia de volta ao país.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que não cobre despesas com traslado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior, exceto em casos específicos previstos em lei. A situação reacende o debate sobre o suporte oferecido a famílias de brasileiros que morrem fora do país, especialmente em contextos de migração irregular.
Letícia foi encontrada sem vida em uma área de fronteira marcada por condições climáticas extremas. De acordo com informações iniciais, a brasileira teria morrido em decorrência de frio intenso e falta de alimentação, circunstâncias frequentemente associadas a travessias irregulares na região.
O caso chama atenção para os riscos enfrentados por imigrantes que tentam entrar na América do Norte por rotas alternativas, muitas vezes expostos a temperaturas severas, longas caminhadas e ausência de suporte básico — fatores que podem ser fatais.
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