O preço do combustível já apresenta os efeitos iniciais da guerra no Irã que iniciou no último dia 28 de fevereiro após o ataque dos Estados Unidos. Outros fatores podem afetar a economia, incluindo o acesso e o poder de compra do consumidor.
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Coluna Espaço Empreendedor: Os Efeitos Econômicos da Guerra No Irã
O preço do combustível já apresenta os efeitos iniciais da guerra no Irã que iniciou no último dia 28 de fevereiro após o ataque dos Estados Unidos. Outros fatores podem afetar a economia, incluindo o acesso e o poder de compra do consumidor.
Além do aumento da gasolina, outros setores da economia devem sofrer com esse conflito histórico e polêmico que divide opiniões. O empreendedor mais experiente sabe que mudanças externas são alguns dos riscos enfrentados e a realidade é que não se pode prever com precisão quando esses conflitos vão cessar ou a extensão das consequências que estão envolvidas.
Para entender melhor como o mercado reage e os principais impactos da guerra contra o Irã é necessário analisar alguns pontos. O primeiro é que o Oriente Médio sempre foi responsável por dominar a produção de combustível, perdendo apenas para os Estados Unidos.
Enquanto os Estados Unidos produz 31.8 milhões de barris de petróleo por dia, alguns países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Iraque e Irã produzem 31 milhões de barris por dia. Enquanto o Brasil produz apenas 3.7 milhões, o que representa quase 10% da produção dos Estados Unidos.
Por questões óbvias do mundo capitalista, quem controla a produção de petróleo domina o mundo. O poder sempre atraiu multidões enquanto o restante sofre com as escolhas de quem “domina” e determina o futuro econômico, entre outros.
O segundo fator relacionado às justificativas dos Estados Unidos atacarem o Irã é o arsenal de armas nucleares e os riscos envolvidos à segurança mundial, mas especificamente dos países da América do Norte. Outro fator é o poder bélico e as relações do Irã com outros países influentes, principalmente com os laços econômicos e políticos solidificados com a China.
Essas relações bilaterais provocam dúvidas e geram insegurança, até mesmo para alguns líderes políticos, como o presidente Trump. A resistência demonstrada pelos líderes do Irã, que mesmo quando abatidos perpetuam os posicionamentos e objetivos, enquanto o ocidente segue flutuando em incertezas e procurando se ajustar a esses conflitos.
O que isso significa para os pequenos negócios e como se preparar para o que está por vir é a pergunta que muitos estão fazendo agora. Alguns líderes do mercado empresarial demonstram cautela, porém não perdem o otimismo de que a economia vai continuar se mantendo em um nível de crescimento. O que vemos hoje, é o preço da gasolina que já alcançou valores semelhantes ao período da pandemia mais recente e especula-se, dentro em breve, alguns alimentos vão desaparecer das prateleiras por tempo indeterminado.
Algo que ainda não é possível afirmar, no entanto, é se o retorno do aumento do custo no setor imobiliário está relacionado com as movimentações recentes do governo americano, como o aumento das tarifas e a desaprovação do mesmo.
Outro fator que não pode deixar de ser considerado é o religioso, com o avanço do ilasmismo no mundo, principalmente no que tange os países da Europa, cresce também a preocupação com o aumento do domínio de alguns movimentos radicais como a Guarda Revolucionária Islâmica e principalmente o movimento dos xiitas, considerada como uma facção de fundamentos políticos.
Além desses fatores, as relações dos Estados Unidos com Israel também possuem uma influência importante para com os conflitos mais recentes no Oriente Médio. Por ser considerada uma ameaça a Israel, o Irã se tornou um alvo ainda de maior preocupação para os Estados Unidos, ao qual o governo atual busca reforçar as relações diplomáticas controvérsias com Israel.
Com toda essa movimentação e intervenção política especialistas do mundo inteiro manifestam preocupação tanto com a segurança quanto com o futuro econômico. Em relação aos Estados Unidos, é possível o aumento da inflação, que se mantém inalterada ao índice do mesmo período do ano passado, de 2,4%, mas que já é prevista passar de 4,0% enquanto o barril de petróleo ultrapassar o valor de $100 dólares.
O que fazer e como se preparar são dois assuntos propostos pela coluna Espaço Empreendedor para a próxima edição. Enquanto isso, observar o mercado e aproveitar as oportunidades estão sempre alinhadas com as estratégias dos principais líderes empresariais.
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