Lídia Ferreira
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Coluna Saúde da Mulher: Apoio Aos Pais de Autistas
No mês de conscientização de pessoas com espectro autista um das dúvidas mais comuns é como identificar os sinais do autismo e como chegar ao diagnóstico. Hoje estaremos revendo um tema delicado para milhares de pais.
O Autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) está relacionado com o déficit de comunicação e padrão de comportamento que atinge cerca de 1% a 2 % de crianças e adolescentes no mundo. Outro motivo desconhecido até hoje ainda é o porque meninos têm quatro vezes mais chance de desenvolver autismo do que meninas.
O diagnóstico do Autismo aumentou cerca de 178% desde 2000. Acredita-se que tanto a atualização dos critérios de classificação dos sintomas e a difusão dos conceitos que ocorreram nos últimos anos facilitaram não só para o aumento do número de diagnósticos quanto ao melhor atendimento.
Algumas dessas mudanças são refletidas através de: melhor conscientização sobre autismo, maior números de especialistas no assunto, melhor recursos de apoio tanto neurológico quanto social para pessoas autistas.
O Transtorno do Espectro Autista é subdivido em quatro tipos ao qual cada um possui características peculiares que se diferenciam uma das outras como:
Sindrome de Asperger
Conhecida também como “autismo de alto funcionamento”. O que diferencia o Asperger das demais condições é que não compromete o atraso da fala. Enquanto a comunicação verbal é satisfatória, por outro lado apresenta dificuldade com a compreensão de palavras de duplo sentido e interpretação de sinais não verbais, além de símbolos.
Outra característica importante relacionada ao Asperger é a necessidade de manter uma rotina rígida, que tem comportamentos repetitivos compulsivos moderados, assim como interesse por um assunto específico. A maior dificuldade para pessoas com essa característica é que em caso de diagnóstico tardio pode aumentar a chance de desenvolver crises de pânico, depressão e o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) na fase adulta.
Transtorno Invasivo do Desenvolvimento
Caracterizado como um pouco mais grave do que o Transtorno de Asperger, o que diferencia é uma maior dificuldade de sociabilização, compromete a comunicação verbal e o movimento repetitivo. Além disso, pode ocorrer a manifestação de irritabilidade aguda, caso a rotina sofra mudança repentina.
Transtorno Desintegrativo da Infância
Considerado o mais grave e o mais raro, o Transtorno Desintegrativo da Infância, ocorre em crianças na faixa dos 2 e 4 anos, onde a perda da capacidade intelectual, verbal, motora e social sofre regressão irreversível.
O Autismo também se apresenta através de diferentes níveis, sendo os níveis, como: leve, médio e grave.
Como identificar os sinais do Autismo
Que fique claro que somente uma equipe multidisciplinar, como: neurologista, pediatra, fonoaudiólogo, entre outros estão aptos para fechar um diagnóstico do TAC. No entanto, geralmente são os pais e responsáveis pelas crianças os primeiros a perceber os sinais relacionados com as características de pessoas autistas. Um dos motivos pelos quais o diagnóstico precoce vem aumentando nos últimos anos é justamente o acesso a informações relacionadas a esse tema.
É possível, inclusive, acessar diversos conteúdos informativos sérios que ajudam tirar dúvidas de quem está buscando entender o que está acontecendo com o comportamento da criança. Vale ressaltar também que toda criança apresenta diferença de desenvolvimento quando comparada com outras crianças da mesma faixa etária. Por isso, se você está preocupada com algum comportamento específico da sua criança porque esta não “age” da mesma forma ou com a mesma agilidade de uma outra da mesma idade, não fique alarmada. Procure tomar notas para comentar com o pediatra na próxima consulta. Em caso de mudança repentina de comportamento ou fala, faça o agendamento o quanto antes para tirar qualquer dúvida.
As características mais importantes dos sinais de autismo são: atraso na fala; falta de interesse ou interação com pessoas ou objetos ao redor; dificuldade de brincar ou fazer atividades em grupo ou a necessidade de isolamento constante; dificuldade de interpretar expressões faciais ou gestos; demonstração de desconforto por ambientes ou atividades novos; sensibilidade a cheiro, textura e sabor dos alimentos; interesse obsessivo por temas incom; comportamento extremo que envolva movimentos repetitivos incomuns como gestos com as mãos, girar em torno de si mesmo; balançar o corpo para frente e para trás; ficar observando o movimento de um objeto por horas sem parar, entre outros.
Na próxima edição você vai poder continuar aprendendo quais são as estratégias de apoio para pais e familiares e como fazer parte dessa rede de apoio.
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