O confronto, que integra a preparação para a Copa do Mundo de 2026, colocou frente a frente o time brasileiro em processo de formação contra o time francês que já está mais consolidado.
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Brasil pressiona, mas França vence amistoso em Massachusetts
Eliana Marcolino
Em um amistoso de alto nível técnico realizado no Gillette Stadium, na quinta-feira, 26 de março, a Seleção Brasileira de Futebol apresentou maior volume de jogo, mas acabou superada pela eficiência da Seleção Francesa, que venceu por 2 a 1.
O confronto, que integra a preparação para a Copa do Mundo de 2026, colocou frente a frente o time brasileiro em processo de formação contra o time francês que já está mais consolidado. Fora das quatro linhas, o espetáculo também foi protagonizado pela torcida brasileira, que entoou o Hino Nacional com emoção e coloriu o estádio de verde e amarelo. Um público de mais de 66.713mil torcedores.
Dentro de campo, a equipe francesa teve leve vantagem na posse de bola (53% contra 46%), controlando melhor o ritmo em momentos decisivos. Já o Brasil foi mais agressivo no ataque, com 17 finalizações contra apenas 7 da França, além de maior número de escanteios (5 a 2), evidenciando sua presença ofensiva.
No primeiro tempo, a seleção brasileira tentou propor o jogo, mas encontrou dificuldades na criação e viu a França abrir o placar em uma jogada rápida e eficiente com um belo gol de Kylian Mbappé, camisa 10. Já no segundo tempo, o Brasil voltou mais intenso, pressionando o adversário e ocupando o campo ofensivo, o que rendeu um gol do Bremer, camisa n.4. Ainda assim, a França demonstrou maturidade tática e ampliou o placar com um gol de Hugo Ekitike, camisa n.22, mesmo com um atleta a menos.
No entanto, a falta de precisão nas finalizações impediu um resultado melhor. Apesar do volume ofensivo — 17 chutes, sendo 4 no alvo, a equipe não conseguiu converter as oportunidades em gols.
O duelo também foi marcado pelo equilíbrio físico: o Brasil recebeu quatro cartões amarelos, contra três da França, além de um jogo intenso, com faltas distribuídas de forma semelhante entre as equipes.
Para o professor de futebol Bresley Pascoal, CEO do BESA, a seleção brasileira ainda precisa resgatar sua identidade. “Para mim, o Brasil se demonstrou muito apático no jogo e refém da falta de vontade e identidade brasileira. O sistema tático utilizado busca resgatar características do passado, mas exige entrega. Enquanto isso não acontecer, fica difícil acreditar em um desempenho mais consistente. Espero que o técnico consiga resgatar essa vontade de vestir a camisa”, avaliou.
Após a partida, o técnico Carlo Ancelotti concedeu uma coletiva de imprensa onde afirmou estar satisfeito com o desempenho da equipe, apesar do resultado. Segundo ele, a definição do elenco para a Copa ainda está em aberto. “Vamos observar os próximos dois meses. As competições ao redor do mundo vão mostrar quais jogadores podem estar com o Brasil na Copa. Há muita concorrência”, declarou. Ao ser questionado sobre a ausência de Neymar, o treinador preferiu não comentar.
Fora das quatro linhas, o evento foi marcado pela organização e pela atmosfera festiva. Desde o centro de Boston, com ações envolvendo jovens atletas, até os arredores do estádio, onde torcedores fizeram confraternizações antes da partida, o clima foi de celebração. No local, o FanFest reuniu música e atrações para o público.
A segurança também foi destaque, sem registro de incidentes relevantes, apenas duas tentativas de invasão de campo após o jogo, rapidamente controladas.
O amistoso faz parte do “Road to 26”, série internacional de jogos realizada nos Estados Unidos, que busca aproximar torcedores e promover grandes seleções no país.
A partida deixa um sinal claro para o ciclo da Copa: o Brasil tem volume e iniciativa, mas precisa evoluir na eficiência, enquanto a França reafirma sua força tática e capacidade de decidir com poucas oportunidades.
Agora é esperar o próximo amistoso, Brasil e Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando, na Flórida no dia 31 de março às 8h da noite pelo horário da Flórida.
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