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Revista Brazilian Times # 86
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Brasileira denuncia ataques xenofóbicos após publicar fotos com marido norte-americano

Jad Holland, que vive em Utah com Hansen Holland, expôs comentários ofensivos contra sua nacionalidade, seu casamento e a possibilidade de o casal ter filhos

A influenciadora brasileira Jad Holland, conhecida nas redes sociais pelo perfil Holland Couple, denunciou uma série de comentários xenofóbicos e racistas recebidos após publicar fotos ao lado do marido, o norte-americano Hansen Holland. O casal vive em Utah, nos Estados Unidos, e compartilha conteúdos sobre viagens, rotina multicultural e experiências como casal formado por uma brasileira e um americano.
A denúncia ganhou repercussão depois que Jad e Hansen publicaram, no domingo (3), uma compilação de mensagens ofensivas deixadas por internautas em inglês. Entre os ataques expostos estavam frases como “deportem ela”, ofensas contra a origem brasileira de Jad e comentários direcionados a possíveis filhos do casal. O conteúdo também incluía ataques ao relacionamento intercultural e referências depreciativas a pessoas de países em desenvolvimento.
Em publicação nas redes sociais, o casal afirmou que esse tipo de mensagem é recorrente. “Esses comentários não nos afetam, mas ainda é louco que as pessoas se sintam confortáveis em dizer coisas como essa, e sabemos que não somos os únicos que os recebem”, escreveram Jad e Hansen, segundo registros reproduzidos pela imprensa brasileira.
Jad, cujo nome completo é Jadzia Bigheti, é natural de São Paulo e se mudou para os Estados Unidos para estudar. De acordo com informações reunidas pelo Metrópoles, ela estudou geologia na Brigham Young University e também cursou Design Gráfico na Universidade Paulista. Atualmente, trabalha como criadora de conteúdo ao lado do marido. O casal está junto há sete anos, é casado há seis e já viajou por mais de 20 países.
O caso reacendeu o debate sobre xenofobia, racismo e hostilidade contra imigrantes nas plataformas digitais. Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça informa que leis federais de crimes de ódio cobrem determinados crimes cometidos com base em raça, cor, religião, origem nacional, orientação sexual, gênero, identidade de gênero ou deficiência. O FBI também afirma que pode investigar crimes motivados por preconceito contra raça, cor, religião, origem nacional, sexo, deficiência ou orientação sexual real ou percebida.
Especialistas em segurança digital e direitos civis costumam diferenciar discurso ofensivo de crime de ódio: comentários xenofóbicos podem violar regras das plataformas e causar danos emocionais e sociais, mas o enquadramento criminal depende do conteúdo, do contexto e de eventual ameaça, intimidação ou ação concreta. Ainda assim, episódios como o denunciado por Jad mostram como casais interculturais e imigrantes continuam expostos a ataques virtuais motivados por nacionalidade, raça e origem.
Após a repercussão, seguidores brasileiros e estrangeiros manifestaram apoio ao casal. Para Jad e Hansen, a decisão de expor os comentários também serviu para mostrar que a violência digital contra imigrantes e relacionamentos interculturais não é um caso isolado, mas parte de um problema mais amplo nas redes sociais.

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