Relatório aponta que dados de passageiros foram usados para localizar milhares de pessoas em aeroportos, resultando em centenas de detenções
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ICE prende 800 imigrantes e monitora 31 mil viajantes com dados da TSA
Um novo relatório divulgado pela agência de notícias Reuters trouxe à tona preocupações sobre o uso de dados de viajantes nos Estados Unidos. Segundo a publicação, a agência de imigração norte-americana (ICE) utilizou informações compartilhadas pela Administração de Segurança no Transporte (TSA) para monitorar cerca de 31 mil pessoas em aeroportos, o que teria resultado em mais de 800 detenções.
De acordo com o levantamento, os dados permitiram que agentes soubessem previamente quando determinados indivíduos estariam em trânsito, facilitando abordagens e ações de fiscalização migratória em aeroportos. Tanto a TSA quanto o ICE são órgãos vinculados ao Departamento de Segurança Interna (DHS), que historicamente compartilham informações relacionadas à segurança nacional.
No entanto, especialistas e defensores de direitos civis apontam que o uso dessas informações para fins de deportação representa uma mudança significativa no escopo dessa cooperação. A TSA foi criada após os atentados de 11 de setembro de 2001 com o objetivo principal de garantir a segurança no transporte aéreo e prevenir ameaças terroristas, e não para atuar diretamente na aplicação de leis de imigração.
A revelação reacende o debate sobre privacidade, vigilância e limites no compartilhamento de dados entre agências governamentais. Críticos alertam para o risco de ampliação de práticas de monitoramento, enquanto autoridades argumentam que a integração de informações é essencial para a segurança e aplicação da lei.
O tema deve continuar no centro das discussões políticas e jurídicas nos Estados Unidos, especialmente em um momento de maior atenção às políticas migratórias e ao equilíbrio entre segurança e direitos individuais.
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