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Revista Brazilian Times # 84
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Brasileiro é acusado de vender armas ilegalmente em Massachusetts, incluindo “ghost gun”

De acordo com documentos apresentados no tribunal federal em Worcester, a investigação contra Cauã começou em julho de 2025, após ele ser apontado como possível fornecedor de armas ilegais no estado.

Da redação

Um brasileiro de 21 anos, identificado como Cauã Da Silva, foi acusado pela Justiça Federal dos Estados Unidos de atuar ilegalmente na venda de armas de fogo em Massachusetts. Segundo as autoridades americanas, ele residia de forma irregular na cidade de Milford e teria comercializado diversas armas, incluindo uma chamada “ghost gun” — arma artesanal sem número de série e de difícil rastreamento.

De acordo com documentos apresentados no tribunal federal em Worcester, a investigação contra Cauã começou em julho de 2025, após ele ser apontado como possível fornecedor de armas ilegais no estado. As autoridades afirmam que, durante a apuração, foi constatado que o brasileiro não possui situação legal de permanência nos Estados Unidos.

Os investigadores alegam que, entre novembro de 2025 e 21 de abril de 2026, o acusado vendeu armas de fogo em diversas ocasiões para um informante confidencial que colaborava com as autoridades federais. Entre os armamentos negociados estaria uma “ghost gun”, termo usado para armas montadas de forma privada e que normalmente não possuem registro oficial ou número de série, dificultando a identificação pela polícia.

Cauã foi acusado de exercer o comércio de armas de fogo sem licença federal, crime que pode resultar em até cinco anos de prisão, além de três anos de liberdade supervisionada e multa de até US$ 250 mil. As autoridades também informaram que ele poderá ser deportado após o cumprimento de eventual pena.

O caso foi anunciado pela procuradora federal dos Estados Unidos, Leah B. Foley, e pelo agente especial responsável pelo escritório de Boston do Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms & Explosives (ATF), Thomas Greco.

A investigação contou ainda com apoio do Homeland Security Investigations (HSI), Polícia Estadual de Massachusetts e departamentos de polícia das cidades de Milford, Worcester, Marlborough e Hudson. O processo está sendo conduzido pelo promotor federal assistente Zachary Stendig.

As autoridades informaram que o caso faz parte da operação federal “Operation Take Back America”, iniciativa nacional criada durante o governo do presidente Donald Trump com foco no combate à imigração ilegal, organizações criminosas transnacionais e crimes violentos.

Apesar das acusações, a Justiça americana ressalta que o brasileiro é considerado inocente até que sua culpa seja comprovada além de qualquer dúvida razoável em tribunal.

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