Gabriel Lopes da Silva Santos, de 28 anos, morava em Ludlow e foi flagrado com quatro armas de fogo, incluindo um rifle AR-15. Após cumprir pena, ele será deportado pelos Estados Unidos.
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Brasileiro é condenado a nove meses de prisão por posse ilegal de armas em Vermont
Um imigrante brasileiro que vivia sem documentação nos Estados Unidos foi condenado a nove meses de prisão federal por posse ilegal de armas e munições. Gabriel Lopes da Silva Santos, 28 anos, residente em Ludlow (Vermont), admitiu ter mantido quatro armas de fogo enquanto estava ilegalmente no país, segundo documentos do Tribunal Distrital dos EUA.
A sentença, proferida pela juíza federal Christina Reiss, conclui um caso iniciado em abril, quando agentes do Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives (ATF) realizaram uma operação no condomínio Black River Overlook, onde Santos vivia com a noiva e a filha.
Entre as armas apreendidas estavam um rifle semiautomático AR-15, uma pistola Sig Sauer 9mm, um rifle Ruger American calibre .270 e uma espingarda Aytech Arms 12-gauge, além de diversas munições.
Tentativa de compra e investigações anteriores
De acordo com o ATF, Santos também tentou comprar uma arma em uma loja de New Hampshire em novembro de 2023, mas a venda foi negada após o sistema nacional de verificação de antecedentes (NICS) identificar sua situação migratória irregular.
Em junho de 2024, a polícia de Ludlow respondeu a uma denúncia de disparos de arma de fogo próximos ao condomínio onde ele morava. No local, encontraram Santos participando de um churrasco e em posse do mesmo rifle AR-15.
Na ocasião, ele afirmou que as armas eram utilizadas apenas para prática de tiro com o cunhado.
Disputa sobre a pena
Durante o julgamento, a promotoria solicitou uma pena de 12 meses, argumentando que a condenação serviria de exemplo para outros casos semelhantes.
A defesa, conduzida pelo advogado Brooks McArthur, pediu tempo já cumprido — aproximadamente seis meses — alegando que as armas não eram usadas para fins criminosos.
A juíza Reiss optou por um meio-termo, impondo nove meses de prisão, mas dispensou o período de liberdade supervisionada após o cumprimento da pena, já que o brasileiro será deportado.
Passado no Brasil e credibilidade questionada
As autoridades americanas informaram que havia um mandado de prisão em aberto contra Santos no Brasil, relacionado a um caso de “estupro de pessoa vulnerável”.
A defesa, no entanto, alegou que o julgamento ocorreu à revelia e que o processo teria sido manipulado por policiais corruptos.
A juíza Reiss declarou que não consideraria o caso brasileiro na sentença, mas ressaltou dúvidas sobre a credibilidade do réu, especialmente por ele ter mentido ao preencher o formulário federal de compra de armas, negando estar ilegalmente no país.
Vida nos EUA e deportação iminente
Registros mostram que Santos entrou nos Estados Unidos em março de 2020 com visto de seis meses e nunca retornou ao Brasil.
Ele administrava um pequeno negócio de lavagem e detalhamento automotivo em Ludlow, onde morava com a noiva, Alexis Curry, e a filha do casal.
Curry acompanhou a audiência e, segundo a defesa, a família estuda se mudar para outro país após a deportação de Santos.
Parte de operação federal
O caso integra a “Operation Take Back America”, uma iniciativa nacional do Departamento de Justiça que visa combater crimes cometidos por imigrantes em situação irregular, o tráfico de armas e organizações criminosas transnacionais.
O Departamento destacou que a operação busca “proteger comunidades dos autores de crimes violentos e reforçar a segurança nacional”.




