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Revista Brazilian Times # 83
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Brasileiro é condenado no Reino Unido por perseguição a ex-parceira após deportação

Segundo o tribunal, após o término do breve relacionamento, Silva enviava incessantemente mensagens de texto, gravou vídeos deixando uma rosa dourada na porta da mulher e rondava sua residência com flores. Apesar da primeira condenação, ele prosseguiu com o assédio.

Da redação

Um brasileiro de 28 anos foi condenado a mais de quatro anos de prisão no Reino Unido por continuar a perseguir sua ex-parceira mesmo após ter sido deportado para o Brasil. Takayama Silva, que chegou ao país em 2021 com visto de turista e teve um pedido de asilo negado, havia sido condenado em fevereiro a uma ordem comunitária e a uma ordem de restrição por importunar a vítima com centenas de mensagens e visitas inesperadas.

Segundo o tribunal, após o término do breve relacionamento, Silva enviava incessantemente mensagens de texto, gravou vídeos deixando uma rosa dourada na porta da mulher e rondava sua residência com flores. Apesar da primeira condenação, ele prosseguiu com o assédio.

Em março, Silva foi deportado para o Brasil, mas mesmo à distância continuou a entrar em contato com a vítima e seus familiares. A irmã e o cunhado da mulher receberam mensagens em redes sociais nas quais o brasileiro declarava ainda amá-la e “pensar nela todos os dias”. Ele também tentou seguir a vítima em contas bloqueadas, criando novos perfis para postar fotos do casal durante o relacionamento.

No dia 21 de março, a própria vítima chegou a receber uma carta com carimbo de Gatwick, onde Silva dizia estar triste na prisão e afirmava querer abraçá-la novamente. No dia seguinte, foi deportado. Porém, as tentativas de contato não cessaram.

Dois meses depois, em maio, Silva voltou a entrar ilegalmente no Reino Unido, sendo localizado no Aeroporto de Belfast, na Irlanda do Norte, enquanto tentava embarcar para Inverness, na Escócia. Antes disso, havia publicado em uma rede social uma foto com uma sacola de presentes estampada com “Belfast, Northern Ireland, UK”, demonstrando estar novamente no país.

O Ministério Público destacou que, em 19 de maio, ele chegou a enviar mensagem à irmã da vítima dizendo que havia “atravessado o oceano” e estava em Dublin, pedindo que ela transmitisse à ex-parceira que estava “muito perto” dela novamente.

Preso em Belfast, Silva admitiu ter entrado sem autorização no Reino Unido e confessou três violações da ordem de restrição. Em audiência no Newcastle Crown Court, foi sentenciado a 52 meses de prisão, além de receber uma nova ordem de restrição por tempo indeterminado.

A juíza Sarah Mallett destacou a reincidência:
— Você havia acabado de ser deportado por cometer crimes contra a mesma vítima. A única razão aparente para retornar à jurisdição era buscar violar novamente a ordem de restrição — declarou.

A defesa, conduzida por Robin Patton, afirmou que Silva enfrenta nova deportação automática e alegou que seu cliente “simbolicamente” descartou um cartão de aniversário dado pela ex, indicando que teria colocado fim à obsessão.

Apesar da argumentação, o tribunal concluiu que o comportamento do brasileiro demonstrou desprezo contínuo pelas ordens judiciais e pelos limites legais, resultando em sua condenação e iminente nova deportação.

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