Em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de supostamente planejar um golpe de Estado, a Casa Branca gerou forte reação na terça-feira (9) ao sugerir que os Estados Unidos poderiam recorrer a medidas militares contra o Brasil.
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Casa Branca ameaça o Brasil com “força militar” em meio a julgamento de Bolsonaro por suposta tentativa de golpe
Em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de supostamente planejar um golpe de Estado, a Casa Branca gerou forte reação na terça-feira (9) ao sugerir que os Estados Unidos poderiam recorrer a medidas militares contra o Brasil.
A porta-voz do presidente norte-americano Donald Trump, Karoline Leavitt, declarou em coletiva que Washington estaria disposto a usar tanto o “poder econômico” quanto o “poder militar” para “defender a liberdade de expressão no mundo”. O comentário veio após dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Flávio Dino, votarem pela condenação de Bolsonaro e dos demais acusados.
Além de tentativa de golpe, Bolsonaro responde por integrar organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros crimes que, somados, podem resultar em décadas de prisão.
O Ministro Luis Fux, indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, mostrou que é imparcial e em seu posicionamento na quarta-feira, disse que o STF é incompetente para julgar e destacou que não foram apresentadas provas de que os acusados tiveram envolvimento nos araques do “08 de Janeiro”.
Ele votou apresentou argumentos e provas de que tudo começou errado e por isso não pode seguir em frente.
Enquanto isso, Trump já impôs tarifas de 50% sobre importações do Brasil, além de sanções contra o Ministro Alexandre Moraes, principal interessado na condenação de Bolsonaro. O ex-presidente norte-americano classificou o processo como uma “caça às bruxas”.
Bolsonaro já está inelegível até 2030 por suposto abuso de poder e críticas ao processo eleitoral.
Com novos votos previstos nos próximos dias, o julgamento tende a se tornar um divisor de águas na história recente do Brasil — e, ao mesmo tempo, um ponto de tensão diplomática com os Estados Unidos.
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