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Edição MA 4374

Última Edição #4372

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 83
Última Edição #83

Coluna Saúde da Mulher Lídia Ferreira: Amarelo, O Símbolo de Luta Pela a Vida

Em silêncio muitas pessoas clamam por ajuda como se gritasse pedindo socorro, assim como a cor amarela do semáforo alertando que devemos estar atentos. No mês de consciência e prevenção ao suicídio, podemos aprender a como oferecer e pedir ajuda.

Em silêncio muitas pessoas clamam por ajuda como se gritasse pedindo socorro, assim como a cor amarela do semáforo alertando que devemos estar atentos. No mês de consciência e prevenção ao suicídio, podemos aprender a como oferecer e pedir ajuda.

Nem sempre é possível levar a mensagem à todos que necessitam saber que temos o direito à vida. Mas uma vez a coluna Saúde da Mulher está levando a oportunidade de refletir sobre um tema delicado e até proibido de ser tratado de forma aberta. No entanto é esse um dos objetivos deste espaço, oferecer informação através de conteúdo importante para a sua saúde e falar sobre o bem estar emocional faz parte disso.  

Acreditando que existem muitas pessoas que necessitam saber que existe saída é que estendo o convite para que você compartilhe esta edição para todos os seus contatos, incluindo nas plataformas de rede social.

A realidade que se agrava em nossa sociedade é demonstrada por resultados de estudos sobre o assunto. Sim, infelizmente o número de pessoas que chegam de fato a cometerem o ato contra a própria vida tem tomado proporções assustadoras onde o sofrimento parece não ter fim. 

Dados de 2023 do Center for Disease Control and Prevention afirmam que o suicídio é uma das principais causas de morte nos Estados Unidos. Somente no ano de 2023, cerca de 49,000 pessoas perderam a vida, representando 1 morte a cada 11 minutos. Além disso, pesquisam afirmam que 12.8 milhões admitiram que pensaram seriamente e 3.7 milhões planejaram e 1.5 milhão tentou tirar a própria vida. 

Esses números refletem a seriedade do assunto e mais quantas pessoas estão sofrendo por falta de esperança e por não suportarem o peso das lutas da vida. Na grande maioria, os principais responsáveis são as doenças mentais, como a depressão, ansiedade, além do abuso de drogas. 

Os números também afirmam algo que já é de conhecimento dos especialistas e de pessoas que trabalham apoiando famílias de vítimas. Oitenta porcento dos casos de suicídio são cometidos por homens, sendo que os mesmos fazem parte de 50% da população. Mas agora leia a frase à seguir vendo por outra perspectiva. O suicídio acomete mais os homens do que mulhures, tornando-os as principais vítimas. 

A forma acima deveria ser revisada justamente pois a doença é responsável por destruir vidas e famílias inteiras e por isso devemos sim tocar no assunto. Alguns mitos e muitos preconceitos estão ainda prejudicando diversas pessoas que necessitam de ajuda. Esse é o papel da informação e  também da empatia demonstrada para aqueles que precisam de apoio. 

Como imigrantes nos Estados Unidos, estamos vivendo tempos extremamente difíceis devido à incerteza do amanhã, principalmente por causa da perseguição contra os imigrantes. A situação se agrava para familiares e parentes daqueles que estão em risco e que infelizmente pouco podem fazer para se proteger. 

As circunstâncias elevam o nível de estresse e prejudicam ainda mais as pessoas que precisam de assistência médica e psicológica mas que estão com medo. Mas devemos estar atentas aos sinais de perigo e procurar ajuda o quanto antes. 

Precisamos também estarmos atentos aos idosos, pois representam o maior número de vítimas, principalmente acima de 85 anos. Isso também se deve ao isolamento, demência e de doenças degenerativas que podem incapacitar o idoso, levando a níveis mais graves de depressão. 

Se com a saúde não se brinca, com a saúde mental menos ainda. Precisamos sim dar atenção quando alguém começa com um discurso depressivo, onde repete-se palavras como “a vida não vale mais à pena”, “estou tão cansada disso tudo”, “eu já não aguento mais”, “acho que é melhor desistir”, “seria melhor se eu desaparecesse”, “acabou”, “assim não dá mais”, “eu não quero estar mais aqui”. Quando essas frases são ditas acompanhadas por uma mudança repentina, ou até mesmo gradativa de comportamento, é preciso buscar ajuda. 

O que todos nós desejamos é viver de forma plena e feliz. Mas infelizmente nem sempre é possível estar bem todo tempo, e está tudo bem não estar bem todo tempo. A vida é feita sim de altos e baixos, perdas e ganhos, frustrações, decepções, e até mesmo conquistas e felicidade. Precisamos conversar mais, nos reunir mais, compartilhar os nossos sentimentos de forma verdadeira e sem medo de julgamento. 

Precisamos de pessoas preparadas para poder entregar apoio e mãos que possam nos abraçar e dar o ombro amigo e o ouvido sensível e empático.

Concluindo, procure ajuda sempre que for necessário, a vida pode sim voltar a ser prazerosa e cheia de surpresas boas. Procure também ler na coluna Saúde da Mulher as edições que tratam tanto sobre este assunto, mas também sobre os tratamentos disponíveis para ansiedade e depressão. Procure também um especialista da rede onde você faz acompanhamento clínico geral. Converse com alguém especificando que gostaria de receber apoio emocional, pois você merece viver e a vida merece que você viva.

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