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Revista Brazilian Times # 86
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Do Brasil para o pódio mundial: como o cheerleading está transformando vidas e levando talentos brasileiros às universidades dos EUA

Mistura de acrobacias, dança, força e trabalho em equipe, o cheerleading tem deixado de ser apenas um espetáculo de torcida para se tornar uma poderosa ferramenta de transformação social e acadêmica. No Brasil, apesar de ainda pouco difundido, o esporte começa a ganhar visibilidade — e, para alguns, a mudar vidas. É o caso do mineiro Frederico Maradei, de Uberlândia (MG), cuja trajetória internacional é um exemplo inspirador de superação, talento e conquista.

Mistura de acrobacias, dança, força e trabalho em equipe, o cheerleading tem deixado de ser apenas um espetáculo de torcida para se tornar uma poderosa ferramenta de transformação social e acadêmica. No Brasil, apesar de ainda pouco difundido, o esporte começa a ganhar visibilidade — e, para alguns, a mudar vidas. É o caso do mineiro Frederico Maradei, de Uberlândia (MG), cuja trajetória internacional é um exemplo inspirador de superação, talento e conquista.

Aos 28 anos, Frederico já acumula um currículo de dar inveja: campeão mundial, treinador universitário e atualmente doutorando em Administração na Califórnia. Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ele encontrou no cheerleading uma paixão que, literalmente, o levou mais longe.

“Foi o cheer que me deu essa oportunidade. Através dele, conseguimos fazer a ponte entre a formação acadêmica no Brasil e a prática esportiva de alto rendimento nos EUA”, afirma o atleta, que hoje atua como assistente técnico da Westcliff University, instituição campeã nacional e referência no cheerleading universitário americano.

Sob sua liderança, a equipe da Westcliff venceu os prestigiados NCA College Nationals em 2023 e 2025, além de somar títulos consecutivos no USA Collegiate Nationals. Fora do ambiente universitário, Frederico também integra o The California All Stars – Rangers, equipe com a qual conquistou o título mundial no The Cheerleading Worlds 2024, realizado em Orlando (Flórida).

“Eu, minha esposa Laura e dois amigos que vieram conosco fomos os primeiros brasileiros a ganhar esse título. Isso mostra que o Brasil tem potencial — mesmo sendo um país onde o cheer ainda engatinha”, destaca.

Esporte, educação e propósito

Mais do que medalhas, Frederico conquistou uma missão: abrir portas para outros brasileiros que sonham em seguir o mesmo caminho. Ele dedica parte do seu tempo a orientar jovens atletas interessados em usar o cheerleading como via de acesso ao ensino superior nos Estados Unidos. A proposta é clara: mostrar que é possível unir esporte, educação e realização pessoal.

“Hoje, muitos jovens enxergam no cheer uma oportunidade real de estudar fora e construir uma carreira sólida. É um caminho que exige esforço, sim, mas pode transformar vidas”, afirma.

Essa transformação vai além das quadras. Atualmente, Frederico cursa o Doutorado Profissional (DBA) na Westcliff University, onde desenvolve pesquisas voltadas a metodologias de treinamento que priorizam segurança, rendimento e formação de novos talentos — uma abordagem que une prática e teoria para fortalecer a base do esporte.

Uma chance de futuro

Reconhecido pela International Cheer Union (ICU), o cheerleading tem ganhado força como modalidade esportiva oficial e, com isso, despertado o interesse de programas universitários norte-americanos em busca de talentos globais. No Brasil, seu crescimento ainda é tímido, mas constante, especialmente em escolas e universidades.

Para jovens de regiões onde as oportunidades são mais escassas, como o interior de Minas Gerais, histórias como a de Frederico Maradei são combustível para sonhar. Seu percurso prova que, com disciplina, paixão e apoio certo, é possível transformar não apenas uma carreira, mas toda uma perspectiva de vida.

O cheerleading, que por décadas foi visto apenas como um espetáculo paralelo aos esportes tradicionais, agora ocupa o centro do palco como uma plataforma de inclusão, desenvolvimento e mobilidade social. E, para muitos brasileiros, representa mais do que um esporte: uma verdadeira chance de futuro.

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