Rebecca Fadanelli admitiu ter importado ilegalmente produtos falsificados como Botox, Sculptra e Juvéderm, provenientes da China e do Brasil
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Esteticista brasileira admite culpa por uso de Botox falsificado e pode pegar até 20 anos de prisão em Massachusetts
Da redação
Uma brasileira de 40 anos, residente em Stoughton, Massachusetts, declarou-se culpada nesta semana em tribunal federal de Boston por envolvimento em um esquema que utilizava substâncias falsificadas em procedimentos estéticos realizados em clínicas da região. O caso levanta preocupações sobre a segurança de tratamentos cosméticos e a fiscalização do setor nos Estados Unidos.
Rebecca Fadanelli, proprietária do Skin Beaute Med Spa, com unidades em Randolph e South Easton, admitiu ter importado ilegalmente produtos falsificados como Botox, Sculptra e Juvéderm, provenientes da China e do Brasil. Segundo documentos judiciais, os procedimentos foram realizados entre pelo menos março de 2021 e 2025, período em que milhares de aplicações teriam sido feitas.
De acordo com as autoridades, Fadanelli não possuía licença para realizar injeções ou administrar medicamentos sujeitos a prescrição. Ainda assim, ela se apresentava falsamente como enfermeira para clientes e funcionários. As investigações apontam que a acusada recebeu mais de US$ 1 milhão pelos serviços prestados com os produtos irregulares.
A ré se declarou culpada de oito acusações, incluindo quatro por importação ilegal de mercadorias, duas por comercialização de medicamentos falsificados e duas por venda de dispositivos médicos falsificados. A sentença foi marcada para o dia 1º de julho de 2026, sob responsabilidade da juíza federal Julia E. Kobick.
As penalidades podem ser severas. Cada acusação de importação ilegal pode resultar em até 20 anos de prisão, enquanto os crimes relacionados à venda de produtos falsificados preveem até 10 anos de detenção, além de multas que podem chegar a US$ 250 mil por infração. A pena final será definida com base nas diretrizes federais de sentença.
O caso foi anunciado pela promotora federal Leah B. Foley e contou com a atuação conjunta de diversas agências, incluindo o Escritório de Investigações Criminais da FDA, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), além da colaboração do gabinete da Procuradoria-Geral de Massachusetts e departamentos de polícia locais.
As autoridades orientam que pessoas que tenham realizado procedimentos no Skin Beaute Med Spa entre 2021 e 2025 e suspeitem do uso de produtos falsificados preencham um formulário disponível no site da FDA. Informações atualizadas sobre o andamento do processo também podem ser consultadas junto ao Escritório do Procurador dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.
O episódio reforça o alerta sobre os riscos de procedimentos estéticos realizados sem a devida qualificação profissional e com produtos de origem duvidosa, especialmente em um mercado que segue em expansão e atrai cada vez mais consumidores.
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