O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade ética de profissionais de saúde nas redes sociais, especialmente em situações envolvendo violência e política.
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EUA revoga visto de médico brasileiro após comemorar assassinato de ativista conservador
O governo dos Estados Unidos revogou permanentemente o visto do neurocirurgião brasileiro Ricardo Barbosa após o médico comemorar publicamente o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, baleado na quarta-feira (10/9) enquanto palestrava em Utah. A decisão foi anunciada pelo vice-secretário de Estado do governo Donald Trump, Cristopher Landau.
Em comunicado, Landau classificou as publicações do médico como “conteúdo online depravado” e ressaltou a gravidade do ato, considerando a profissão de Barbosa. Segundo ele, o neurocirurgião não apenas elogiou o assassino de Kirk por sua “pontaria impecável”, como também detalhou, de forma precisa, que o tiro atingiu a “coluna cervical”. “Este é um profissional licenciado que fez o Juramento de Hipócrates?”, questionou o diplomata, evidenciando a contradição entre a conduta esperada de um médico e o comportamento do brasileiro.
Landau acrescentou que determinou pessoalmente que o chefe de Assuntos Consulares revogasse o visto de Barbosa, caso ainda o tivesse, e que fosse inserido um alerta em seu registro para garantir que nunca pudesse obtê-lo novamente. “Também gostaria de pensar que as autoridades brasileiras de licenciamento se interessariam por um neurocirurgião que deseja publicamente a morte de pessoas com cujas opiniões políticas discorda”, completou.
No Brasil, a repercussão também foi imediata. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (CRM-PE) abriu procedimento para investigar a conduta do médico após denúncia formalizada pelo vereador Thiago Medina (PL). A investigação examina a violação do Código de Ética Médica, que orienta profissionais da saúde a respeitar a vida e agir com responsabilidade pública.
A postagem de Ricardo Barbosa, publicada em suas redes sociais antes de ser apagada, dizia: “Um salve a este companheiro de mira impecável. Coluna cervical”, referindo-se ao assassinato de Charlie Kirk. A declaração provocou ampla repercussão negativa e revolta nas redes sociais, levando o médico a deletar seu perfil no Instagram.
O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade ética de profissionais de saúde nas redes sociais, especialmente em situações envolvendo violência e política. Especialistas em bioética e direito internacional têm destacado que a conduta de Barbosa não apenas fere padrões éticos, mas também pode comprometer sua credibilidade e licença para atuar em outros países.
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