A ordem teria origem em um memorando do Departamento de Justiça
Publicidade
Ex-juiz de imigração denuncia suposta colaboração entre tribunais e ICE para prender brasileiro em tribunal de Massachusetts
Um depoimento juramentado de George Pappas, ex-juiz de imigração em Massachusetts, trouxe novas acusações sobre as táticas do governo do presidente Donald Trump para prender imigrantes que comparecem voluntariamente a audiências judiciais. Pappas, demitido em julho, afirmou que houve “colaboração” entre tribunais e o Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês) para facilitar as detenções.
Segundo o ex-magistrado, o juiz-chefe assistente de imigração em Chelmsford (Massachusetts) recebeu uma determinação para encerrar qualquer processo a pedido dos advogados do Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês). Essa prática, segundo Pappas, criava condições para que agentes aguardassem do lado de fora das salas de audiência, prendendo imigrantes assim que deixavam o tribunal — inclusive pessoas em situação migratória regular.
A ordem teria origem em um memorando do Departamento de Justiça, emitido no fim de maio, orientando juízes de imigração a arquivar sumariamente diferentes tipos de processos pendentes. Para Pappas, a medida comprometeu a neutralidade judicial e o direito ao devido processo, levando a “cenas caóticas” em tribunais.
O ex-juiz apresentou seu depoimento à União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês) como parte de uma ação movida por um brasileiro que, mesmo possuindo status legal, foi preso e passou um mês detido antes de ser libertado.
As acusações também citam incidentes de alta tensão, como o registrado em junho, quando agentes federais detiveram à força o controlador-geral de Nova York, Brad Lander, que tentava proteger um imigrante de ser levado por autoridades.




