A American Civil Liberties Union (ACLU) também criticou a iniciativa, destacando que o sistema pode transformar “qualquer pessoa associada a um veículo em alvo de investigação”, mesmo que não exista vínculo direto com atividades ilegais.
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ICE amplia vigilância de imigrantes com leitores automáticos de placas em cidades dos EUA
O Departamento de Imigração dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) intensificou o uso de tecnologia avançada em suas ações de monitoramento ao começar a implantar leitores automáticos de placas (ALPR) em diversas cidades do país. A ferramenta permite rastrear, em tempo real, os deslocamentos de veículos associados a imigrantes que estão em processo migratório ou sob investigação.
Os dispositivos — instalados em viaturas, semáforos e pontos estratégicos — capturam as placas dos veículos e as cruzam automaticamente com bases de dados policiais e privadas, ampliando significativamente a capacidade de vigilância da agência. Segundo a revista Semana, o uso dos ALPR faz parte de um esforço mais amplo do ICE para expandir o acompanhamento eletrônico de pessoas ligadas ao sistema migratório.
A medida, porém, tem despertado preocupações entre defensores de direitos civis e especialistas em privacidade. Organizações afirmam que a tecnologia permite construir um retrato detalhado da rotina de qualquer indivíduo monitorado, incluindo locais que frequenta, endereço residencial e até seu local de trabalho.
“Este tipo de vigilância massiva coloca em risco a privacidade de milhões de pessoas”, alertou o Immigrant Defense Project (IDP), que classificou o sistema como uma forma de rastreamento permanente. Outro ponto sensível é que grande parte das informações coletadas pelos ALPR é armazenada por empresas privadas contratadas, o que levanta dúvidas sobre proteção de dados e possíveis compartilhamentos sem consentimento dos proprietários dos veículos.
A American Civil Liberties Union (ACLU) também criticou a iniciativa, destacando que o sistema pode transformar “qualquer pessoa associada a um veículo em alvo de investigação”, mesmo que não exista vínculo direto com atividades ilegais.
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