Uma brasileira naturalizada nos Estados Unidos afirma estar enfrentando um dos períodos mais difíceis de sua vida após a detenção do pai por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), durante uma operação realizada na Flórida. Diante da situação, a família iniciou uma campanha no GoFundMe para custear despesas legais e lidar com os impactos financeiros do caso.
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“Me sinto envergonhada de ser americana”, diz brasileira após pai ser detido pelo ICE
Uma brasileira naturalizada nos Estados Unidos afirma estar enfrentando um dos períodos mais difíceis de sua vida após a detenção do pai por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), durante uma operação realizada na Flórida. Diante da situação, a família iniciou uma campanha no GoFundMe para custear despesas legais e lidar com os impactos financeiros do caso.
Marcos Antonio de Oliveira Barros, de 57 anos, foi detido no dia 24 de setembro de 2025, dentro de sua casa, durante uma ação realizada nas primeiras horas da manhã. De acordo com as autoridades, ele teria permanecido no país após o vencimento do visto de turista.
A filha, Daianne Barros, de 27 anos, afirma que o pai vive nos Estados Unidos há quase duas décadas e que a família chegou ao país em 2006, vinda do Brasil.
Segundo ela, Marcos tentou regularizar sua situação migratória no passado, mas, devido à dificuldade com o idioma, acabou assinando um documento de saída voluntária sem pleno entendimento. Após esse episódio, ele permaneceu no país além do prazo permitido.
Desde a detenção, Marcos foi transferido entre diferentes centros, passando por unidades na Flórida e na Louisiana. Atualmente, está no Broward Transitional Center.
Abalada, Daianne disse em entrevista ao The Mirror que sua percepção sobre o país mudou completamente. Ela declarou sentir vergonha de sua cidadania americana e classificou o tratamento dado ao pai como desumano.
“Estão tratando meu pai como um criminoso perigoso, o que não corresponde à realidade”, afirmou. “É muito doloroso ver alguém da família passando por isso.”
Apesar das críticas, ela ressalta que não é contra as leis de imigração, mas questiona a forma como o caso foi conduzido.
A família também relata dificuldades financeiras desde a prisão, já que Marcos é dono de uma empresa de construção civil. Com os custos jurídicos e a perda de renda, a campanha online foi criada para ajudar a cobrir despesas e garantir que ele tenha condições de se defender legalmente e buscar a regularização de sua situação migratória.
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