O Texas ocupa uma posição de destaque nas relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos e responde por aproximadamente 20% do comércio de mercadorias entre os dois países. Os números mostram que o estado norte-americano se consolidou como uma das principais portas de entrada e saída de produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos.
Dados divulgados pelo governo do Texas mostram que, em 2024, o comércio de mercadorias entre o estado e o Brasil alcançou US$ 17,7 bilhões. Desse montante, US$ 11,9 bilhões corresponderam a exportações texanas destinadas ao mercado brasileiro, enquanto US$ 5,8 bilhões foram referentes a produtos importados do Brasil.
O volume coloca o Brasil entre os principais parceiros comerciais do estado. Em 2024, o país foi o 11º maior parceiro comercial do Texas, além de ocupar a nona posição entre os destinos das exportações texanas e o 13º lugar entre as origens das importações.
Quando comparado ao comércio de bens entre Brasil e Estados Unidos, que movimentou cerca de US$ 90 bilhões no período, o resultado do Texas representa aproximadamente um quinto das transações. O percentual evidencia a importância estratégica do estado para a relação econômica entre os dois países.
A participação texana também vai além da compra e venda de mercadorias. Segundo informações do governo estadual, empresas brasileiras anunciaram 14 projetos de investimento no Texas durante a década encerrada em 2024. Juntos, esses projetos representaram aproximadamente US$ 1,4 bilhão em investimentos e a criação de mais de 1.100 empregos.
No sentido contrário, empresas sediadas no Texas também ampliaram sua presença no Brasil. Foram anunciados 38 projetos no país, envolvendo aproximadamente US$ 2 bilhões em investimentos e mais de 2.950 empregos.
A relação comercial ganha ainda mais importância diante das mudanças recentes no fluxo de negócios entre Brasil e Estados Unidos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano passaram de US$ 40,4 bilhões em 2024 para US$ 37,7 bilhões em 2025.
No primeiro semestre de 2026, as vendas brasileiras para os Estados Unidos registraram nova redução, de 13% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Nesse cenário, o Texas permanece como um dos principais centros da relação econômica entre os dois países. A proximidade comercial, os investimentos empresariais e o elevado volume de mercadorias negociadas reforçam o papel estratégico do estado para empresas brasileiras interessadas no mercado norte-americano e para companhias texanas que mantêm negócios no Brasil.
Os números também ajudam a dimensionar uma relação que muitas vezes é associada apenas aos grandes centros econômicos tradicionais dos Estados Unidos. Na prática, o Texas concentra sozinho uma parcela expressiva do intercâmbio de mercadorias entre as duas maiores economias das Américas.





