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Coluna Jhenny: O QUE UM BEBÊ ESTÁ PEDINDO QUANDO CHORA E O QUE NINGUÉM TE PREPAROU PARA SENTIR

São três da manhã e você já alimentou, trocou a fralda, pegou no colo, colocou para arrotar, andou pela casa, sentou, levantou de novo. E ele continua chorando. Talvez ninguém tenha te contado que, junto com um bebê,…

Publicado em 09/14/26
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Coluna Jhenny: O QUE UM BEBÊ ESTÁ PEDINDO QUANDO CHORA E O QUE NINGUÉM TE PREPAROU PARA SENTIR

São três da manhã e você já alimentou, trocou a fralda, pegou no colo, colocou para arrotar, andou pela casa, sentou, levantou de novo. E ele continua chorando.

Talvez ninguém tenha te contado que, junto com um bebê, também nasceria em você uma quantidade enorme de sentimentos.

Nem sempre o amor vem da forma como idealizamos, ele vem acompanhado de medo, impotência, irritação, exaustão. E precisamos conseguir falar sobre isso sem transformar pais e mães em vilões por se sentirem assim.

Nos primeiros anos, e especialmente quando ainda não existem palavras, o corpo é uma das principais formas de comunicação da criança. O choro pode comunicar fome, sono, dor, desconforto, excesso de estímulos ou necessidade de proximidade. O cuidado responsivo começa justamente aí: perceber os sinais e tentar responder a eles.

Nem sempre vamos descobrir imediatamente o que o bebê precisa, e isso também faz parte.

A Teoria do Apego nos ajuda a compreender algo importante: o bebê busca no adulto proximidade, proteção e segurança. Ele ainda depende profundamente dessa relação para ajudá-lo a organizar aquilo que sozinho ainda não consegue. É o que chamamos de corregulação.

Mas existe outro sistema nervoso nessa história: o nosso, e que muitas das vezes nos esquecemos completamente disso! Um choro persistente pode ativar ansiedade, raiva, sensação de incompetência e até memórias da maneira como nós mesmos fomos cuidados. Por isso, cuidar de um bebê também exige aprender a perceber quando nós estamos chegando ao nosso limite.

E existe uma diferença enorme entre um bebê que chora e um choro que precisa ser investigado. Mudanças importantes no padrão habitual, dificuldade para mamar, pouca responsividade, alterações no desenvolvimento ou um choro acompanhado de sinais físicos preocupantes merecem avaliação profissional.

Observar desenvolvimento não é procurar diagnóstico em cada comportamento. É conhecer aquela criança o suficiente para perceber quando algo mudou.

Talvez a pergunta diante do choro não precise ser apenas: “Como faço ele parar?”, mas: “O que esse bebê pode estar tentando me comunicar, e o que esse choro está despertando em mim?”

Porque, algumas vezes, o bebê precisa de alimento. Em outras, descanso, alívio ou cuidado médico, mas na maioria das vezes ele só precisa encontrar um corpo disponível dizendo, mesmo sem palavras: “Eu ainda não sei exatamente o que você precisa, mas estou aqui tentando entender.”

E é justamente aí que começa a SEGURANÇA.

Proteger uma criança começa também na forma como cuidamos dela quando ela ainda não consegue nos dizer o que sente.

Fonte: Da redação

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