O brasileiro Willian Rosa do Amaral, preso sob acusação de assassinar a companheira em Fort Myers, participou nesta quarta-feira de sua primeira audiência judicial por videoconferência diretamente da Cadeia do Condado de Lee. Além do processo criminal, o caso ganhou um novo desdobramento: a Justiça determinou que as autoridades de imigração dos Estados Unidos fossem notificadas para manter uma ordem de retenção contra o acusado.
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Brasileiro acusado de matar companheira na Flórida passa por audiência e terá situação migratória analisada pelo ICE
O brasileiro Willian Rosa do Amaral, preso sob acusação de assassinar a companheira em Fort Myers, participou nesta quarta-feira de sua primeira audiência judicial por videoconferência diretamente da Cadeia do Condado de Lee. Além do processo criminal, o caso ganhou um novo desdobramento: a Justiça determinou que as autoridades de imigração dos Estados Unidos fossem notificadas para manter uma ordem de retenção contra o acusado.
A sessão foi realizada com o apoio de um intérprete de português. Durante a audiência, o juiz concluiu que os elementos apresentados pela promotoria são suficientes para que o processo continue tramitando e designou um defensor público para representar Amaral.
A investigação aponta que a vítima foi morta na última segunda-feira em um apartamento do condomínio Village Creek Apartments, em Fort Myers. A polícia informou apenas que o suspeito e a jovem se conheciam, mas ainda não revelou qual teria sido a motivação do crime.
Integrantes da comunidade brasileira identificaram a vítima como Julia Lima, de 21 anos. Pessoas próximas ao casal afirmam que os dois mantinham um relacionamento havia cerca de seis meses.
Uma amiga da jovem, identificada como Laura Mia, contou que Julia mencionava com frequência a dependência emocional que tinha do namorado, embora evitasse falar sobre detalhes do relacionamento.
Segundo ela, apesar de nunca ter convivido com Amaral, sabia quem ele era por causa dos comentários feitos pela vítima.
Outro ponto que chamou atenção na audiência foi a situação imigratória do brasileiro. Ao informar ao magistrado que possuía uma audiência marcada na Corte de Imigração para o próximo ano, Amaral ouviu do juiz que, diante da nova acusação de homicídio, seria emitida uma ordem para que o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) mantivesse uma detenção migratória em seu nome.
Essa medida significa que, caso deixe de permanecer sob custódia da Justiça estadual, ele poderá ser transferido para a custódia federal de imigração, onde sua permanência no país também será analisada.
A próxima etapa do caso ocorrerá nesta quinta-feira, quando a Justiça decidirá se o brasileiro continuará preso enquanto responde ao processo criminal.
As autoridades ainda não divulgaram as gravações das chamadas feitas ao serviço de emergência 911 nem detalhes adicionais sobre a dinâmica do crime.
Na Flórida, a acusação de homicídio em segundo grau pode resultar em pena de prisão perpétua em caso de condenação. Embora o estado adote a pena de morte para determinadas modalidades de homicídio, esse enquadramento penal, em regra, não prevê essa punição. A investigação segue em andamento.
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