Um cidadão hondurenho que estava em situação imigratória irregular nos Estados Unidos foi condenado a oito anos de prisão por participação em um esquema de fraude fiscal que provocou prejuízos de aproximadamente US$ 38 milhões ao governo americano.
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Hondurenho é condenado a oito anos de prisão por esquema de fraude tributária nos EUA
Um cidadão hondurenho que estava em situação imigratória irregular nos Estados Unidos foi condenado a oito anos de prisão por participação em um esquema de fraude fiscal que provocou prejuízos de aproximadamente US$ 38 milhões ao governo americano.
Mario Flores atuava ao lado da então companheira, Iris Villafranca, e de outros envolvidos em empresas de fachada instaladas em Orlando, na Flórida. Segundo as autoridades, os negócios ofereciam serviços ilegais de movimentação de dinheiro e desconto de cheques para empreiteiros e subempreiteiros da construção civil.
As investigações apontam que o grupo processou cerca de US$ 89 milhões em cheques entre 2015 e 2022. O dinheiro era convertido em espécie e utilizado para o pagamento de trabalhadores sem o devido recolhimento dos impostos sobre a folha de pagamento.
De acordo com os promotores, o esquema permitia que empregadores evitassem o pagamento de tributos federais e burlassem exigências trabalhistas relacionadas à contratação de pessoas sem autorização para trabalhar no país.
Iris Villafranca foi condenada em abril a 17 anos de prisão e recebeu a determinação de restituir mais de US$ 38 milhões aos cofres públicos. Outros dois participantes do esquema, Osman Zapata e Francisco Alvarez, também receberam penas de prisão e medidas de supervisão judicial.
Flores admitiu responsabilidade por aproximadamente US$ 9,4 milhões em impostos que deixaram de ser recolhidos. Em março, ele se declarou culpado por conspiração para fraudar os Estados Unidos e por operar um serviço de transmissão de dinheiro sem licença.
Segundo documentos apresentados à Justiça, o hondurenho tentou dificultar as investigações ao entregar registros falsificados para justificar declarações fiscais das empresas envolvidas. As autoridades também afirmam que ele prestou informações falsas a agentes do IRS durante o andamento do caso.
Em nota, representantes do Departamento de Justiça afirmaram que a condenação reforça o combate a esquemas de fraude tributária e ao funcionamento de economias clandestinas que, segundo o governo, prejudicam trabalhadores e contribuintes nos Estados Unidos.
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