De acordo com autoridades locais, o veículo em que estavam perdeu o controle, saiu da estrada, caiu em um barranco e explodiu, resultando na morte de todos os ocupantes.
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México diz que agentes dos EUA mortos em operação não tinham autorização para atuar no país
Da redação
A morte de quatro pessoas durante uma ação ligada ao combate ao narcotráfico no estado de Chihuahua, no norte do México, desencadeou um novo episódio de tensão diplomática entre México e Estados Unidos. Entre as vítimas estão dois cidadãos americanos e dois agentes mexicanos, que morreram após um acidente de carro ocorrido no último domingo (19), em uma área próxima à fronteira entre os dois países.
De acordo com autoridades locais, o veículo em que estavam perdeu o controle, saiu da estrada, caiu em um barranco e explodiu, resultando na morte de todos os ocupantes.
Em comunicado divulgado neste sábado (25), a Secretaria de Segurança do México afirmou que os americanos não possuíam autorização para participar de qualquer tipo de operação no país. O governo destacou ainda que nenhuma instância federal havia sido informada previamente sobre a presença dos estrangeiros em atividades desse tipo.
Registros oficiais indicam que um dos americanos entrou no México na condição de visitante, sem permissão para exercer atividades profissionais, enquanto o outro utilizou passaporte diplomático. Ainda assim, segundo as autoridades mexicanas, nenhum dos dois tinha credenciamento formal para atuar em operações de segurança.
As versões sobre o motivo da presença dos estrangeiros no país mudaram ao longo da semana. Inicialmente, foi informado que eles participavam de uma operação contra laboratórios de drogas sintéticas. Posteriormente, autoridades passaram a afirmar que os americanos estavam no México para ministrar um treinamento sobre o uso de drones e teriam solicitado transporte em um dos veículos após a atividade.
Nos Estados Unidos, representantes diplomáticos afirmaram que os dois integravam a equipe da embaixada americana. Paralelamente, veículos de imprensa levantaram a possibilidade de ligação com a Central Intelligence Agency (CIA), hipótese que não foi confirmada oficialmente.
A legislação mexicana proíbe a atuação direta de agentes estrangeiros em operações no país. A colaboração com outros governos ocorre, em geral, por meio de troca de informações e coordenação institucional, sem participação operacional.
O governo mexicano reforçou esse entendimento ao reiterar que não autoriza a presença de agentes estrangeiros em ações desse tipo e informou que o caso está sendo analisado em conjunto com autoridades locais e representantes dos Estados Unidos.
O episódio ocorre em um momento de pressão crescente para intensificar o combate ao narcotráfico na região de fronteira. Enquanto autoridades americanas defendem maior cooperação operacional, o governo da presidente Claudia Sheinbaum tem adotado uma postura mais restritiva, limitando a colaboração ao compartilhamento de inteligência.
As investigações seguem em andamento e devem esclarecer as circunstâncias do acidente, bem como o grau de envolvimento dos estrangeiros nas atividades que estavam sendo realizadas no momento da tragédia.
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