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Revista Brazilian Times # 86
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Jovem morre em Wisconsin após não conseguir pagar inalador e caso reacende debate sobre custo da saúde

O jovem, identificado como Cole Schmidtknecht, sofria de asma crônica desde a infância e dependia de um inalador de uso contínuo para controlar a doença.

Da redação

A morte de um jovem de 22 anos no estado de Wisconsin voltou a expor as fragilidades do sistema de saúde americano e reacendeu o debate nacional sobre preços de medicamentos, cobertura de planos de saúde e acesso a tratamentos essenciais.

O jovem, identificado como Cole Schmidtknecht, sofria de asma crônica desde a infância e dependia de um inalador de uso contínuo para controlar a doença. Até o início de 2024, o medicamento era parcialmente coberto pelo plano de saúde e custava cerca de US$ 65, valor considerado acessível para o paciente.

No entanto, ao tentar renovar a receita em uma farmácia de Appleton, Wisconsin, Cole foi informado de que o medicamento havia deixado de ser coberto pelo plano, elevando o preço para mais de US$ 500. Sem condições financeiras de arcar com o novo valor, ele deixou a farmácia sem o inalador.

Dias depois, o jovem sofreu um ataque grave de asma, que evoluiu para insuficiência respiratória e parada cardíaca, levando à sua morte. Segundo a família, a ausência do medicamento foi determinante para o desfecho fatal.

Diante do ocorrido, os pais de Cole entraram com uma ação judicial federal contra a empresa responsável pela gestão dos benefícios farmacêuticos do plano de saúde e contra a rede de farmácias, alegando negligência e falhas no dever de informação. A família afirma que não houve aviso prévio sobre a mudança na cobertura, o que poderia ter permitido a busca por alternativas terapêuticas ou a solicitação de exceções.

O caso ganhou repercussão nacional após um juiz federal permitir que o processo siga adiante, rejeitando o pedido das empresas para arquivamento. Especialistas avaliam que a decisão judicial pode abrir precedentes importantes sobre a responsabilidade de planos de saúde e intermediários na garantia do acesso a medicamentos essenciais.

Organizações de pacientes e entidades médicas afirmam que o episódio evidencia um problema estrutural do sistema de saúde dos Estados Unidos, onde milhões de pessoas dependem de seguros privados e estão sujeitas a mudanças repentinas de cobertura. De acordo com dados do setor, medicamentos para doenças crônicas, como asma e diabetes, estão entre os que mais registraram aumentos de preço na última década.

Para defensores de uma reforma no sistema, a morte de Cole Schmidtknecht simboliza as consequências humanas de um modelo que prioriza custos e burocracias em detrimento da continuidade do tratamento. O debate agora se amplia no Congresso e na opinião pública, pressionando por maior transparência, limites de preços e proteção aos pacientes em situações de risco à vida.

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